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12 de dezembro de 2012

NASA PREVÊ 3 DIAS DE ESCURIDÃO EM DEZEMBRO DE 2012.

Espessas nuvens de poeira bloquear nossa visão noturna da Via Láctea, criando o que é às vezes chamado de Rift Dark. O fato de que - do ponto de vista da Terra - o sol se alinha com estas nuvens, ou o centro galáctico, perto do solstício de inverno não é motivo para preocupação. Crédito: A. Fujii

Uma das teorias mais bizarras sobre 2012 construiu-se com muito pouca atenção aos fatos. Esta idéia sustenta que um alinhamento cósmico do Sol, a Terra, o centro de nossa galáxia - ou talvez nuvens de poeira da galáxia de espessura - no solstício de inverno poderia, por algum motivo desconhecido levar à destruição. Esses alinhamentos podem ocorrer, mas são uma ocorrência normal e pode causar nenhum dano (e, de fato, não vai mesmo ser a sua maior alinhamento durante o solstício de 2012.)

Os detalhes são os seguintes: Vistos longe das luzes da cidade, um caminho brilhante chamada Via Láctea pode ser visto arqueando pelo céu estrelado. Este caminho é formado a partir da luz de milhões de estrelas não podemos ver individualmente. Ela coincide com o plano médio da nossa galáxia, que é por isso que a nossa galáxia também é chamado a Via Láctea.

Espessas nuvens de poeira também preencher a galáxia. E enquanto telescópios infravermelhos podem vê-los claramente, os nossos olhos detectam as nuvens escuras apenas como manchas irregulares, onde fraca ou bloqueiam fraco brilho da Via Láctea. A pista mais proeminente escura se estende das constelações Cygnus de Sagitário e é muitas vezes chamado de Rift, às vezes Rift the Dark.

Outra característica impressionante da nossa galáxia encontra-se invisível em Sagitário: o centro da galáxia, a cerca de 28.000 anos-luz de distância, que abriga um buraco negro pesando cerca de quatro milhões de vezes a massa do sol.

O pedido de 2.012 ligações destes dois pedaços de fato astronômico com um terceiro - a posição do sol, perto do centro galáctico em 21 de dezembro, o solstício de inverno para o hemisfério norte - para produzir algo que não faz sentido astronômico em tudo.

Como a Terra faz o seu caminho em torno do sol, o sol parece mover-se contra as estrelas de fundo, razão pela qual as constelações visíveis lentamente mudar com as estações do ano. Em 21 de dezembro de 2012, o sol vai passar cerca de 6,6 graus ao norte do centro galáctico - que é uma distância que olha para o olho a ser cerca de 13 vezes o tamanho aparente da lua cheia - e é realmente mais perto de um par de dias antes . Há alegações diferentes sobre por que isso é um bom sinal nos mal, mas eles se resumem à coincidência do solstício com o sol entrar no Rift escuro de alguma forma presságio de desastre ou a noção equivocada de que o Sol ea Terra tornar-se alinhado com o buraco negro no centro da galáxia permite algum tipo de atração gravitacional maciça na Terra.

O primeiro golpe contra esta teoria é que o solstício de si, não se relaciona com todos os movimentos das estrelas ou qualquer coisa no universo além da Terra. Ele só passa a ser o dia que os norte-Terra Pólo está mais distante derrubado do sol.

Segundo, a Terra não está dentro do alcance de fortes efeitos gravitacionais do buraco negro no centro da galáxia já que os efeitos gravitacionais diminuir exponencialmente o mais longe que se obtém. Terra é de 93 milhões de quilômetros do Sol e 165 milhas quatrilhões de buraco negro da Via Láctea. O sol ea lua (uma massa menor, mas muito mais perto) são, de longe, as forças gravitacionais mais dominantes na Terra. Durante todo o curso do ano, a nossa distância de mudanças da Via Láctea buraco negro por cerca de uma parte em 900 milhões - não o suficiente para causar uma mudança real na atração gravitacional. Além disso, estamos, na verdade, a mais próxima do centro da galáxia, no verão, não no solstício de inverno.

Terceiro, o sol aparece para entrar na parte do céu ocupada pelo Rift escuro a cada ano, ao mesmo tempo, e sua chegada lá em dezembro 2012 prenuncia absolutamente nada.

Aproveite o solstício, por todos os meios, e não deixe que o Rift Dark, alinhamentos, erupções solares, reversão do campo magnético, os impactos potenciais ou alegada Maya fim-de-mundo-previsões ficar no caminho.

20 de novembro de 2012

Entenda um pouco mais sobre o conflito Israel x Palestina


ISRAEL e PALESTINA – A ORIGEM DE UM NOVO CONFLITO
18 de novembro de 2012 às 15h:16min – horário de Brasília
A interminável sequência de ataques e retaliações entre israelenses e palestinos confere ao conflito, dimensões que ultrapassam a disputa pelo território da antiga “terra prometida”. O número de vítimas inocentes e as perdas causadas pela ocupação recorrente das cidades palestinas acirram ainda mais os ânimos belicosos que fortalecem os grupos extremistas dos dois lados e, assim, afastam cada vez mais as perspectivas de um acordo justo e negociado.
O conflito entre Israel e militantes do Hamas na Faixa de Gaza iniciado na quarta-feira (14/11) se intensificou ao longo dos dias com ataques aéreos sobre o território palestino. A operação ‘Pilar Defensivo’ já teria provocado a morte de várias pessoas na região em pelo menos 180 alvos bombardeados pelo Exército de Israel. Um dos locais atingidos foi a sede do Governo do Hamas em Gaza. O porta-voz do grupo, Sami Abu Zuhri, alertou que Israel 'pagará um alto preço por seus crimes'. O presidente da Palestina, Mahomoud Abbas, acusou Israel de minar seus esforços de garantir a mudança diplomática do status palestino na Organização das Nações Unidas (ONU). A convocação de até 75 mil reservistas israelenses levou pânico para os moradores de Gaza, que agora temem uma invasão terrestre e já começam a armazenar alimentos. Esse é o pior conflito na região desde 2008.
Veja as imagens do conflito no link abaixo

ORIGEM DOS CONFLITOS

Origem dos povos:
Palestina: corresponde à Judéia e à Canaã do mundo antigo. Os romanos se referiam à Síria Palestina, que era a terra dos filisteus (philistinos).
Israel: em  hebraico a palavra Israel significa “Vencedor de Deus”, de isra (venceu) e el (Deus). Em 1948, foi instituído o Medinat Israel (Estado de Israel). Lembre-se que as palavras  Judeus e Hebreus são sinônimos.

O conflito entre árabes e judeus tem origem muito remota. Analisando a Bíblia encontramos a história de Abraão, que obedecendo o comando de Deus, deixou a Mesopotâmia e estabeleceu-se em Canaã - passando assim a ser a Terra Prometida dos judeus. Abraão teve vários filhos entre eles, Isaac e Ismael, dos quais descendem respectivamente os judeus e os árabes. Jacó, neto de Abraão e filho de Isaac, e os filhos deste, mudaram-se para o Egito onde foram escravos durante 400 anos, até retornarem a Canaã. Visando recuperar a Terra Prometida, Moisés, líder dos judeus libertou-os do escravismo do Egito fazendo uma peregrinação de 40 anos pelo deserto, durante a qual formaram o seu caráter de povo livre. Concretizando seu ideal, o povo judeu estabeleceu-se às margens do Rio Jordão, na antiga Palestina, onde mais tarde resolveram expandir suas fronteiras, durante o reinado de Salomão, que consolidou a Monarquia Judaica.

O império passou a se estender do Egito a Mesopotâmia (ver figura ao lado). Em seguida, dividiu-se em dois pequenos reinos, que logo foram dominados pelos Babilônios que expulsaram os judeus deste território. Os Babilônios foram dominados pelos Persas, estes pelos gregos e, estes últimos, pelos Romanos.

Antes do início da disputa por Canaã, judeus e árabes viviam em harmonia, por muitas vezes sofreram os mesmos destinos, contra inimigos comuns.
No século XIX, a maioria dos judeus concentrava-se no Leste Europeu. Nesta época, conseguiram muitas vitórias, desenvolveram idéias sionistas (de Sion, colina da antiga Jerusalém e que deu início ao movimento para a construção de uma nação judaica), dedicavam-se ao comércio e ao empréstimo de dinheiro a juros.

O jornalista judeu Theodor Herzl, em 1896, criou o movimento sionista, cujo objetivo era estabelecer um lar judeu na Palestina. O povo, então, deu início à colonização do país e, em 1897, fundou a Organização Sionista Mundial.

Depois da 1ª Guerra Mundial, os países europeus, de olho no petróleo e na posição estratégica da região, passaram a dominar a área. Em 1918, a Inglaterra ficou responsável pela Palestina. Um ano antes, o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Lord Balfour, apoiou a fundação de uma pátria nacional judaica na Palestina. Isto aconteceu ao mesmo tempo em que os ingleses haviam prometido aos árabes a independência em troca de apoio para ajudar a expulsar os turcos da região.

Com a Revolução Industrial e o desenvolvimento das burguesias européias, os judeus acabaram sendo responsabilizados pelo alto índice de desemprego e pela concorrência com as classes dominantes. Com isso,  nos países em que viviam, os judeus foram confinados a guetos, sofreram várias perseguições e massacres. O resultado destes fatos acarretou ainda mais a migração para a Europa Ocidental e Palestina.

Esta volta para a Palestina ocorreu através da criação de Kibutz (fazendas coletivas) e cidades; além de lançar a luta pela independência política; neste período, começaram os choques entre judeus e árabes, que assistiam aos judeus conquistarem significativa parte das terras boas para o cultivo, fatos que desencadearam os conflitos entre árabes e judeus.

Os judeus criaram um exército clandestino (Haganah) para proteger suas terras e, à medida que crescia a emigração judaica para a Palestina, aumentavam os conflitos. Durante a 2ª Guerra Mundial - em função da perseguição alemã -, a emigração judaica para a região aumentou vertiginosamente e a tensão chegou a níveis insuportáveis: os britânicos, na época, tomaram partido dos Aliados e os árabes, do Eixo.

Em 1936, quando os judeus já constituíam 34% da população na Palestina, estourou a primeira revolta árabe. Bases e instalações inglesas foram atacadas e judeus foram assassinados. A Inglaterra esmagou a rebelião e armou 14 mil colonos judeus para que pudessem defender suas colônias.

Pouco tempo depois, a Grã-Bretanha tentou controlar a emigração judaica para a área e, desta vez, os judeus atacaram os ingleses. Em 1946, o quartel-general dos britânicos foi dinamitado e 91 pessoas morreram.

Apesar destes ataques, os judeus conseguiram apoio internacional devido ao Holocausto, que exterminou mais de 6 milhões de judeus. Desde então, os Estados Unidos passaram a pressionar a Inglaterra para liberar a imigração judaica para a Palestina.

Em 1948, os ingleses deixaram a administração da região para a Organização das Nações Unidas que, sob o comando do presidente norte-americano Harry Truman, determinou a divisão da Palestina em duas metades. Os palestinos, que somavam 1.300.00 habitantes, ficaram com 11.500 km2 e os judeus, que eram 700.000, ficaram com um território maior (14.500 km2), apesar de serem em número menor.

Os judeus transformaram suas terras áridas em produtivas, já que era uma sociedade moderna e ligada ao Ocidente, aumentando ainda mais as diferenças econômicas entre judeus e árabes, que sempre tiveram uma filosofia fundamentalista e totalmente contrária ao Ocidente.

Neste mesmo ano, o líder sionista David Bem Gurion proclamou a criação do Estado de Israel. Os palestinos reagiram atacando Jerusalém que, segundo a ONU, deveria ser uma área livre.

Desde então, o Oriente Médio se tornou palco de conflitos entre israelenses e palestinos. O motivo da guerra está muito além das diferenças religiosas, passa pelo controle de fronteiras, de terras e pelo domínio de regiões petrolíferas.

GUERRA - MORTES E INTOLERÂNCIA NA TERRA SAGRADA

Guerra da Independência de Israel:
Em 14 de maio de 1948 é proclamado o Estado de Israel, que tem David Ben-Gurion como primeiro-ministro. Cinco países árabes enviam tropas para impedir sua criação. A guerra termina em janeiro de 1949, com a vitória de Israel e o desaparecimento do Estado árabe-palestino previsto pela ONU. Os israelenses passam a controlar 75% do território da Palestina.

Guerra de Suez:
Em 1956, Israel aproveita a crise do Canal de Suez e se alia à França e ao Reino Unido para atacar o Egito na península do Sinai e na Faixa de Gaza. Por intervenção da ONU e sob pressão dos EUA e da extinta União Soviética (URSS), as tropas israelenses retiram-se da região.

Guerra dos Seis Dias:
Conflito armado que ocorreu em 1967 entre Israel e a frente árabe, formada por Egito, Jordânia e Síria e apoiada por Iraque, Kuweit, Arábia Saudita, Argélia e Sudão.
Em meados de 1967, o crescimento das tensões árabe-israelenses leva ambos os lados a mobilizar suas tropas. Os israelenses, fortemente armados pelos EUA, tomam a iniciativa do ataque. No dia 5 de junho investem contra nove campos de pouso e aniquilam a Força Aérea egípcia ainda no solo, fora de ação. O pretexto é a intensificação do terrorismo palestino no país e o bloqueio do golfo de Ácaba, no mar Vermelho, pelo Egito – passagem vital para os navios de Israel. Ao mesmo tempo, forças blindadas israelenses atacam a Faixa de Gaza e o norte do Sinai. A Jordânia abre fogo em Jerusalém e a Síria intervém no conflito. Mas, no terceiro dia de luta, o Sinai inteiro já está sob o controle de Israel. Os israelenses impõem uma derrota devastadora aos adversários,  controlando também a Cisjordânia, o setor oriental de Jerusalém e as Colinas de Golã, na Síria. A resolução da ONU de devolver os territórios ocupados é rejeitada por Israel. Como resultado da guerra, aumenta o número de refugiados palestinos na Jordânia e no Egito. Síria e Egito estreitam as relações com a  extinta URSS e conseguem a instalação de novos mísseis perto do Canal de Suez.

Guerra do Yom Kipur:
Conflito armado que incorreu em 1973, entre Israel e os países árabes vizinhos. Tem início com o ataque da Síria e do Egito às posições israelenses no Sinai e nas Colinas de Golã, em 6 de outubro, dia em que os judeus comemoram o Yom Kipur (Dia do Perdão), feriado religioso. Os árabes tentam recuperar as áreas perdidas para Israel na Guerra dos Seis Dias, além de responder aos bombardeios israelenses na Síria e no Líbano em busca das bases militares da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). A guerra dura 19 dias, não provoca alterações territoriais e chega ao fim sob a intervenção das potências mundiais.

Os sírios, ajudados por tropas jordanianas e iraquianas, avançam ao norte em direção a Golã, enquanto as forças egípcias invadem pelo sudoeste, a partir do Canal de Suez. Obrigam os israelenses a abandonar suas linhas de defesa em Bar-Lev e os campos petrolíferos de Balayim, ocupando toda a área do canal, de Port Said a Suez. Mas o contra-ataque de Israel força o recuo de egípcios e sírios. Damasco é bombardeada e os blindados israelenses obrigam as forças sírias a retroceder até as linhas demarcadas pela Guerra dos Seis Dias. No Sinai, cerca de 200 tanques e 10 mil soldados de Israel cruzam o canal, destruindo instalações de artilharia e bases de lançamento egípcias na margem oeste. Pressões diplomáticas dos EUA e da extinta URSS impedem o massacre das forças egípcias cercadas no canal. O cessar-fogo é assinado em 24 de outubro. As posições vigentes ao final da Guerra dos Seis Dias são praticamente restabelecidas com os acordos assinados entre Israel e Síria, em 1974, e entre israelenses e egípcios, em 1975.

CRONOLOGIA - UM CONFLITO QUE JÁ DURA 54 ANOS
17 de outubro de 2001
Extremistas do grupo palestino Frente Popular para a Libertação da Palestina matam, num hotel de Jerusalém, o ministro israelense de extrema direita Rehavam Zeevi.
28 de setembro de 2001
Seis palestinos morrem e dezenas ficam feridos em choques com soldados israelenses durante protestos para marcar o primeiro aniversário da Intifada.

9 de agosto de 2001
Um terrorista suicida palestino detona explosivos atados a seu corpo e mata pelo menos 15 pessoas, em um restaurante de Jerusalém. Entre as vítimas estavam seis crianças e o brasileiro Jorge Ballaz, 60. Sua mulher e sua filha ficaram feridas. O grupo extremista Hamas reivindica a autoria do atentado. O líder palestino Yasser Arafat condena a ação e sugere a Israel um comunicado conjunto de cessar-fogo. O governo israelense, porém, aprova uma reação militar.

1º de junho de 2001
Um terrorista suicida mata cerca de 15 pessoas e fere cerca de 70 na orla de uma badalada praia de Tel Aviv. Foi o maior atentado terrorista desde o início da nova Intifada.

6 de fevereiro de 2001
O líder do partido Likud, Ariel Sharon, 72, é eleito primeiro-ministro de Israel ao vencer o premiê trabalhista, Ehud Barak, em 6 de fevereiro. Sharon obteve sua vitória prometendo segurança e a retomada do processo de paz com os palestinos só depois do fim da Intifada .

12 de outubro de 2000
Três soldados israelenses são mortos por uma multidão de palestinos em Ramallah, na Cisjordânia. Israel retalia bombardeando postos policiais palestinos em Ramallah e na cidade de Gaza. A Autoridade Palestina divulga que considera os ataques uma "declaração de guerra".

28 de setembro de 2000
O líder direitista israelense Ariel Sharon visita a região do Monte do Templo (Esplanada das Mesquitas para os árabes). Uma multidão de palestinos encara o ato como provocação e realiza protestos que acabam em confronto com o exército israelense. Nas duas semanas seguintes, os confrontos se espalham pela Faixa de Gaza e pela Cisjordânia, deixando mais de 100 mortos (a maioria absoluta é formada por de palestinos).

25 de julho de 2000
Um encontro com Ehud Barak e Yasser Arafat promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, em Camp David, chega ao final sem um acordo de paz definitivo. Nos meses seguintes, novas tentativas de reunir os líderes de Israel e da Autoridade Palestina também não terão resultados concretos.

10 de junho de 2000
Morre o presidente Hafez al-Assad, da Síria. Em seu lugar, assume o governo seu filho, Bashar al-Assad. O processo de paz no Oriente Médio entra em nova fase de incertezas.

26 de março de 2000
O presidente dos EUA, Bill Clinton, encontra o líder sírio Hafez al-Assad em Genebra, mas não consegue convencê-lo a retomar as negociações com Israel.

21 de março de 2000
Israel finalmente entrega à administração da Autoridade Palestina 6,1% do território da Cisjordânia. É a última parte definida originalmente no acordo de Wye River, em 1998. Palestinos e israelenses se reúnem para novas negociações em Washington.

13 de fevereiro de 2000
Negociações sobre o status definitivo da Autoridade Palestina entram em impasse depois de vencer o prazo para que fosse firmado um acordo preliminar.

3 de fevereiro de 2000
Encontro entre Ehud Barak e Yasser Arafat, para tentar colocar em prática a retirada das tropas israelenses da Cisjordânia, como foi estabelecido no acordo de Wye.

15 de dezembro de 1999
Barak se encontra em Washington com o ministro do exterior da Síria, Farouk al-Shara, para a mais importante reunião já realizada entre representantes dos 2 países. As negociações entre Israel e Síria são retomadas no ano seguinte, mas suspensas em 17 de janeiro, sem maiores esclarecimentos. O fracasso das reuniões provoca uma nova onda de violência no Líbano.

6 de dezembro de 1999
As negociações para definir o status definitivo da Autoridade Palestina emperram com a saída dos representantes palestinos da mesa de discussões, em protesto à construção de novos assentamentos de judeus na Cisjordânia. O primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, no dia seguinte anuncia a paralisação das obras de construção de 1800 casas para judeus nos arredores de Jerusalém.

8 de novembro de 1999
Retomada das negociações entre Israelenses e Palestinos, para definir o status definitivo da Autoridade Palestina.

5 de setembro de 1999
Os israelenses e palestinos assinam um tratado de revisão, baseado no acordo de Wye, com o objetivo de dar novo alento ao processo de paz no Oriente Médio.

19 de maio de 1999
O líder do Partido Trabalhista de Israel, Ehud Barak, é eleito primeiro-ministro, sucedendo Binyamin Netanyahu. Barak promete governar em nome de todos os israelenses.

7 de fevereiro de 1999
Morre o rei Hussein da Jordânia, que liderou as iniciativas para promover a normalização das relações entre os países Árabes e Israel. O primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu lamenta a perda, e diz que a dor do povo israelense "é quase a mesma que a do povo da Jordânia".

4 de janeiro de 1999
O Parlamento israelense aprova a antecipação das eleições para 17 de maio, depois que desaba a coalizão que sustentava no poder o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. O fim da coalizão foi reflexo direto do esforço do primeiro-ministro para implementar os termos do acordo de Wye. O governo israelense suspende o cronograma para implementação do acordo.

23 de outubro de 1998
Netahyahu assina o acordo de Wye, que determina a saída das tropas israelenses de parte da Cisjordânia, que passaria ao controle da Autoridade Palestina. O primeiro-ministro cede assim à pressão dos EUA, que pedem o fim de 18 meses de estagnação no processo de paz. No acordo, fica estabelecido que, cada vez que os Palestinos cumpram os compromissos assumidos com Israel, as tropas israelenses vão se retirar de uma porcentagem do território.

25 de setembro de 1997
Agentes de segurança israelenses, se fazendo passar por turistas canadenses, fracassam na tentativa de assassinar um líder militar do grupo Hamas na Jordânia, provocando uma crise nas relações entre Israel, a Jordânia e o Canadá. A Jordânia força Israel a compensar a ação libertando o líder espiritual do Hamas, Sheikh Ahmad Yassin.

4 de setembro de 1997
Um atentado suicida em um shopping center de Jerusalém mata 5 israelenses.

21 de março de 1997
Uma bomba em um café de Tel Aviv mata um palestino e três israelenses, e fere 42 pessoas.

18 de março de 1997
Israel desafia a opinião pública mundial ao dar início ao assentamento de Har Homa, completando o círculo de assentamentos judeus em Jerusalém oriental.

17 de janeiro de 1997
Israel entrega 80% dos assentamentos de Hebron à Autoridade Palestina, mas assegura o restante onde várias centenas de colonos judeus convivem entre 20 mil palestinos.

Setembro de 1996
Conflitos violentos matam 61 árabes e 15 soldados israelenses durante a abertura de um túnel arqueológico pelos israelenses em Jerusalém.

29 de maio de 1996
Eleições do primeiro-ministro e parlamento israelense. Shimon Peres perde a eleição para Binyamin Netanyahu, que se posicionou durante a campanha contra o programa de paz de Rabin-Perez sob o slogan: "paz com segurança".

11 de abril de 1996
Israel começa um bombardeio de 17 dias no Líbano, a Operação Vinhas da Ira. Guerrilheiros do Hezbollah atacam áreas ao norte de Israel. Em 18 de abril, Israel ataca uma base das Nações Unidas em Qana, matando 1800 civis abrigados ali. Um relatório da ONU diz que o ataque foi intencional, mas Israel nega. A violência termina com um acordo verbal para acabar com a morte de civis, mas esse acordo é quebrado de tempos em tempos.

Fevereiro/março de 1996
Ataque suicida do Hamas, matando 57 israelenses. Peres suspende as negociações com a Síria.

Novembro de 1995 - março de 1996
Peres decide retomar negociações de paz com a Síria. Um progresso considerável é conseguido em Wye, em Maryland, nos EUA.

4 de novembro de 1995
O primeiro-ministro Yitzhak Rabin é assassinado por Yigal Amir, um estudante judeu ortodoxo que se opunha à retirada de Israel da Cisjordânia. Shimon Peres se torna primeiro-ministro.

28 de setembro de 1995
Arafat e Rabin assinam o acordo de Taba (conhecido como Oslo II) em Washington, para expandir o autogoverno palestino na Cisjordânia e Gaza e permitir eleições palestinas.

26 de outubro de 1994
O acordo de paz entre Israel e Jordânia é assinado.

1º de julho de 1994
Arafat faz um retorno triunfal a Gaza para assumir sua nova posição como chefe da Autoridade Palestina, depois de quase doze anos comandando a OLP em Túnis.

Maio de 1994
Israel e a OLP chegam a um acordo no Cairo sobre a implementação inicial do acordo de Oslo, incluindo uma retirada israelense de 60% da Faixa de Gaza (excluindo assentamentos israelenses) e a cidade de Jericó, na Cisjordânia O acordo do Cairo previa outras retiradas de áreas a serem acordadas nos territórios ocupados. Um período de cinco anos tem início, onde deverão ser discutidas questões relativas a Jerusalém, assentamentos, refugiados palestinos e soberania.

25 de fevereiro de 1994
Um colono judeu promove um massacre de 29 palestinos que oravam na mesquita principal Hebron.

13 de setembro de 1993
Yasser Arafat e o primeiro-ministro de Israel Yitzhak Rabin assinam a Declaração de Princípios, em Washington, baseada nas conversas de Oslo. Israel reconhece a OLP e dá autonomia limitada à organização; em retorno, quer a paz e o fim da reivindicação do território israelense.

25 de julho de 1993
Após a morte de sete soldados israelenses no sul do Líbano, Israel lança a Operação "Responsabilidade", durante a qual o exército israelense faz seu maior ataque ao sul do Líbano desde 1982. Cerca de 300 mil civis libaneses fogem para o norte do país, durante o ataque que durou uma semana.

Janeiro de 1993
Começam conversações secretas entre Israel e a OLP, em Oslo.

Outubro de 1991
Abertura da Conferência de Paz de Madri, com delegações de Israel, Síria, Jordânia, Líbano e os palestinos. Tem início também conversações paralelas entre Jordânia e Israel e Síria e Israel.

14 de dezembro de 1988
Yasser Arafat condena todas as formas de terrorismo e reconhece o Estado de Israel. O presidente norte-americano Ronald Reagan autoriza os Estados Unidos para iniciar um "diálogo substantivo" com a OLP, apesar de Israel permanecer hostil.

9 de dezembro de 1987
A "intifada" palestina contra Israel tem início na Cisjordânia e em Gaza. Jovens manifestantes palestinos atiram pedras em soldados israelenses nos territórios ocupados; os militares respondem com prisões e deportações. Mais de 20 mil pessoas são mortas ou feridas.

1983-1985
Israel faz retirada em fases do Líbano, exceto nas "zonas de segurança", no sul do país.

16 de setembro de 1982
Milícias cristãs aliadas de Israel entram nos campos de refugiados de Sabra e Shatila em Beirute e massacram dois mil palestinos desarmados; antes disso, membros da OLP foram forçados por Israel a se retirar do Líbano.

6 de junho de 1982
Israel invade novamente o Líbano para forçar a retirada da Organização pela Libertação da Palestina, liderada por Yasser Arafat.

Setembro de 1978
Egito, Israel e os Estados Unidos assinam acordos em Camp David. Israel concorda em devolver o Sinai ao Egito em troca da paz e da normalização das relações.

Março-junho de 1978
Israel invade o sul do Líbano e ocupa uma faixa ao sul do rio Litani para proteger sua fronteira norte.

4 de julho de 1976
Comandos israelenses resgatam 98 reféns israelenses e judeus em Entebbe, Uganda, na África, aprisionados por palestinos que seqüestraram um avião Airbus da Air France.

6 de outubro de 1973
Egito e Síria atacam forças israelenses no Sinai e nas Colinas de Golã no feriado judaico do Yom Kippur. Após algumas vitórias iniciais, eles são forçados a se retirar pelos contra-ataques israelenses.

5 de setembro de 1972
Atiradores palestinos matam 11 atletas israelenses nas Olimpíadas de Munique.

5 de junho de 1967
Israel ataca simultaneamente Egito, Síria e Jordânia, após destruir a força aérea síria em um ataque surpresa. A Península de Sinai e a Faixa de Gaza são capturadas do Egito, as Colinas de Golã são tomadas da Síria e a Cisjordânia e o leste de Jerusalém, da Jordânia. Israel comemora sua vitória dramática - em que mais do que o dobro do seu território foi capturado - como a Guerra dos Seis Dias; para os árabes, tratou-se da al-Naqsa, um contratempo.

1956
O Egito captura o Canal de Suez. Grã-Bretanha e França conspiram para retomar o canal com a ajuda israelense. Israel invade o Sinai em outubro; Grã-Bretanha e França "intervém" e ocupam a zona do canal, mas se retiram diante da pressão norte-americana.

1948
Colonos judeus proclamam o Estado de Israel (maio). Tropas britânicas se retiram. Começa a luta com vizinhos árabes, que termina em outubro de 1949. Cerca de 700 mil palestinos saem ou são retirados da área que tinha sido até então a Palestina, sob mandato britânico. Israel anexa grandes áreas de terra. Jordânia e Egito asseguram a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, respectivamente. O controle de Jerusalém é dividido entre Israel, na porção ocidental, e a Jordânia, na porção oriental.

DIVISÃO TERRITORIAL - PARTILHA E PODER
Entenda e visualize os domínios, acordos e divisões que ocorreram na Palestina, através do tempo.

Um acordo secreto de guerra firmado entre a Grã-Bretanha e a França resolve dividir, entre estes países, as terras do seu inimigo, o Império Otomano. Entre os termos do acordo destacava-se o estabelecimento de um Estado Árabe no sul da Palestina.
Uma breve nota do Ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, A. J. Balfour, para o Lord Rothschild, um dos Judeus mais proeminentes na Grã-Bretanha, dizia que "o Governo da Sua Majestade apóia o estabelecimento na Palestina de uma nação para o povo Judeu".

Devido à crise de refugiados judeus e a imigração em massa para a Palestina, a qual poderia ficar fora de controle, a Grã-Bretanha aceita a Resolução Nº 181, da Organização das Nações Unidas (ONU), que divide o território sob o domínio da Grã-Bretanha em dois Estados: um Judeu e outro Árabe, onde Jerusalém seria uma entidade separada dos Estados criados e administrada pela ONU.
Com o fim do domínio Britânico na Palestina, líderes Judeus declaram o Estado de Israel. Os Estados Unidos da América (EUA) e a extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) reconhecem rapidamente o novo Estado. O povo Palestino Árabe junta-se a cinco Estados Árabes vizinhos, dando início à chamada Guerra da Independência de Israel, resultando na vitória israelense. Perto de 700.000 Árabes Palestinos fogem ou são forçados a abandonar suas terras.

As Resoluções 242 e 338 da ONU revivem o sentimento internacional contra a decisão de Israel em manter os territórios invadidos durante a Guerra dos Seis Dias: a Cisjordânia e o Leste de Jerusalém da Jordânia; a Faixa de Gaza e a Península do Sinai do Egito; e as Colinas de Golã da Síria.
Seguindo a iniciativa do egípcio Anwar Sadat, o então Primeiro Ministro de Israel, Menachem Begin, iniciou conversas que conduziram ao retorno da Península do Sinai ao Egito, resultando em um tratado de paz entre as duas maiores potências do Oriente Médio.

30 de outubro de 2012

Descoberta Ruínas de uma cidade embaixo do Oceano Atlântico. Atlântida a Terra Mãe.

ATLÂNTIDA RUÍNAS DESCOBERTAS NO MAR DE CUBA


CUBA. Na costa da península de Guanahacabibes, província de Pinar de Del Rio - Cuba, a uma profundidade entre 600 e 750 metros, Pauline Zalitzky (engenheira naval de nacionalidade russa) e seu marido Paul Weinzweig, proprietários da empresa canadense Advanced Digital Communications, trabalhando para o governo cubano descobriram um complexo de ruínas s

ubmarinas. É uma cidade que se estende em uma área de 2 km².

Os primeiros indícios, revelados por imagens obtidas por um sonar instalado à bordo do navio de pesquisa Ulises apareceram em 2000. Em julho de 2001 com a divulgação das fotografias extraídas das imagens de vídeo feitas por um robô anfíbio, foram publicadas as primeiras notícias sobre as descobertas.

A localização das ruínas submarinas

Em 2002, Weinzweig declarou aos jornais: Não sabemos ao certo o quê é mas, no México (pré-hispânico), a tradição oral fala de uma civilização avançada de pessoas altas, de pele branca que vieram do Oriente, provenientes de uma ilha que afundou em um grande desastre natural. Ali,a palavra Atlanticu significa "nosso bom pai" ou "lugar onde descansa nosso bom pai".

Na época, a descoberta esteve cercada de incredulidade. O editor senior da revista National Geographic, John Echave, que foi a Cuba estudar as imagens do sonar, comentou: São anomalias interessantes mas isso é tudo que qualquer um pode dizer agora. Echave lembrou que é difícil explicar formações geológicas submarinas a exemplo das que foram encontradas em outras partes do mundo, como Japão e Bahamas.

O geólogo da Marinha cubana Manuel Iturral pediu mais amostras antes de tirar conclusões sobre o local, dizendo: Nós temos alguns números que são extremamente incomum, mas a natureza é muito mais rica do que pensamos. Estimando que teria levado 50.000 anos para tais estruturas de terem afundado a profundidade em que foram encontradas, ele disse que "...50 mil anos atrás não havia a capacidade de arquitetura em nenhuma das culturas que conhecemos para construir complexo edifícios.

Mais recentemente (em 2012), o assunto voltou aos midia. Durante estes pouco mais de dez anos os descobridores tiveram dificuldades para encontrar financiamento da tecnologia capaz de chegar perto das formações.

Finalmente, conseguiram um robô submarino equipado com câmeras e poderosos dispositivos de iluminação que confirmaram a natureza antropológica das estruturas: de fato, são ruínas de uma cidade gigante que repousam no fundo das águas.

Ruínas que incluem ao menos quatro pirâmides, sendo que uma delas é de cristal além de outras estruturas, como magníficas esfinges e registros de uma escrita desconhecida gravada em blocos de pedra que pesam centenas de toneladas. Todo o complexo está localizado no perímetro do Triângulo das Bermudas.


OCULTAMENTO DELIBERADO

Depois de uma década de descrença e especulação, com a divulgação das imagens nítidas obtidas pelo robô, surgem rumores de que estas ruínas eram conhecidas há muito tempo pelo governo dos Estados Unidos, que descobriu o lugar no auge de da crise política com Cuba. O lugar passou a ser monitorado e dificultado para civis imediatamente mas o norte-americanos exploraram o achado e teriam recolhido numerosos objetos.


PIRÂMIDE DE CRISTAL

Entre as construções submarinas descobertas no Triângulo das Bermudas as mais impressionantes são duas pirâmides gigantescas, maiores que a pirâmide de Quéops - do Egito.

Uma delas tem dimensões avaliadas em 300 m de base por 200 metros de altura. Ambas foram aparentemente edificadas com um material semelhante ao vidro grosso, com paredes lisas e translúcidas. No topo da pirâmide cujas medidas são mencionadas acima, existem dois orifícios grandes.

Por eles, a água passa em grande velocidade provocando uma movimentação intensa do líquido, criando um vórtice, uma espiral, redemoinho que produz ondas e névoa na superfície do mar. Os cientistas especulam se esta não seria a causa da misteriosa desorientação e/ou desaparecimentos de embarcações e aeronaves que transitam na área.

Alguns místicos especulam que as "pirâmides de cristal" - como vêm sendo chamadas pelos midia - são um local sagrado que, ainda hoje é protegido por entidades atlantes e por isso, navios e aviões que passam no local podem ser considerados como invasores ou profanadores de um santuário sendo, por isso, exterminados.

Outros, cogitam que as pirâmides são atratores de raios cósmicos; ou, ainda, que formam campos de energia de natureza quântica, criando um vácuo ou passagem capaz de tragar aqueles veículos que desapareceram ali ao longo da história.

Arqueólogos postulam que as construções foram, originalmente, edificadas em terra firme e posteriormente submergiram em virtude de uma catástrofe natural. Essa hipótese implica, necessariamente, admitir a existência de uma vasta porção de terra continental ou insular no meio do Atlântico em uma época geológica recuada, ideia quer reforça a crença em uma Atlântida histórica que transcende a dimensão da narrativa mitológica conferindo credibilidade ao texto de Platão, um dos mais antigos registros da realidade dessa civilização desaparecida.

...Uma vez Faetonte, filho de Hélio (o Sol), preparou a biga de seu pai [e a pôs em movimento] mas, incapaz de dirigi-la pela rota tomada por seu pai, provocou a incineração de tudo que existia sobre a Terra, sendo ele próprio destruído por um raio - essa história, tal como é relatada, apresenta o perfil de um mito.

Entretanto, a verdade nela encerrada aponta para um desvio dos corpos celestes que giram em torno da Terra, causando a destruição do que há sobre a Terra através de incêndios recorrentes a longos intervalos.

Nessas ocasiões todos os habitantes das montanhas e das regiões elevadas perecem mais do que os que habitam nas proximidades dos rios e do mar. Por outro lado, na ocasião em que os deuses purificam a Terra mediante um dilúvio, todos os pastores que se encontram nas montanhas são salvos, ao passo que aqueles que vivem nas cidades... são colhidos pelos rios e lançados ao mar.
Timeu de Platão

O VORTEX

Boa parte das terras que um dia foram território da Atlântida encontram-se no fundo do mar do Triângulo das Bermudas. Na pirâmide submersa existe um dispositivo que captura forças telúricas e cósmicas. Esse dispositivo armazenava e gerava toda a energia necessária utilizada da civilização atlante.

Esse captor ainda funciona e, eventualmente, em virtude de variações das potências atmosféricas, solares e planetárias, o gerador da pirâmide cria um vortex que, na superfície do oceano, manifesta-se como um redemoinho mortal para os navios e aviões que estejam de passagem no local. No mundo, existem ao menos dois lugares que também possuem pirâmides dotadas desse mecanismo: a Grande Pirâmide de Gizé e o Mar do Diabo, no Japão. (ROYER, 2012).

O CRISTALITO

A base dessa tecnologia é o material do qual, em si mesma, é feita a pirâmide: um mineral chamado cristalito, encontrado, atualmente, em lugares como as praias de Gibraltar. O cristalito, assim como os cristais em geral, além de ser muito resistente, a exemplo de seu parente, o diamante, tem a capacidade de atrair e absorver intensamente energia cósmica que os atlantes podiam, então, converter em outras formas de energia, como a elétrica, que pode gerar força de natureza diferentes, da mecânica à luminosa; é capaz de mover um ônibus ou produzir um raio laser terapêutico, por exemplo.



EDGAR CAYCE, ATLÂNTIDA & A PEDRA TUAOI

Quando se fala de Atlântida, além da inevitável referência a Platão (428/427 – 348/347 a.C), existe ainda outro nome que não pode ser esquecido: Edgar Evans Cayce (1877-1945), o clarividente norte-americano que entre muitos temas, em seus momentos de transe, falava sobre essa misteriosa civilização.

Em seus relatos, Cayce fala de um instrumento da tecnologia Atlante que ele chamava de Pedra Tuaoi ou Fire Stone. Descreveu esse objeto como um cristal grande, cilíndrico e prismático - na forma de um hexaedro (possuía seis lados).

Encapsulado em um domo, no alto de um edifício, era exposto à luz do Sol, da Lua e das estrelas conforme a necessidade. A Pedra Tuaoi era usada para capturar energia e distribuir essa energia em toda a extensão um território. Seu poder de captação podia armazenar não somente energias telúricas e cósmicas mas, também, forças elementares: espectros de luz infravermelha e ultravioleta, raios gama, radiação, energia etérica e eletromagnética.

Essa energia foi utilizada para diversos fins. No começo, o cristal era uma ferramenta essencialmente espiritual manipulada somente por Iniciados (sacerdotes). À medida em que a Raça Atlante se desenvolvia fisicamente, tornando-se mais materializada, começaram a usar a Fire Stone para rejuvenescer seus corpos, o quê lhes permitia viver (em um mesmo corpo) centenas de anos.

Como tempo, outras utilizações foram surgindo. As correntes de energia eram emitidas por todo o reino, transpondo qualquer obstáculo de distância, ao modo de ondas de rádio propulsionando o funcionamento de máquinas, desde as industriais aos veículos de transporte, fornecendo luz e calor. Além disso, também serviu à comunicação podendo transmitir mensagens de imagens e sons.


FONTES

BAUZA, Vanessa. Submerged Cuban ruins may be manmade, experts say.
IN Daily News - KENTUKY/USA, publicado em 27/10/2002. Acessado em 22/10/2012.
IN NEWS FILES, GOOGLE
[http://news.google.com/newspapers?id=wv0eAAAAIBAJ&sjid=IZgEAAAAIBAJ&pg=6926%2C3238772&dq=paul-weinzweig+advanced-digital-communications&hl=en]
BALLINGRUD, David. Underwater world: Man's doing or nature's?
IN St. Petersburg Times, publicado em 17/11/2002. Acessado em 23/10/2012. [http://www.sptimes.com/2002/11/17/Worldandnation/Underwater_world__Man.shtml]
Cuban underwater city. IN WIKIPEDIA/English [http://en.wikipedia.org/wiki/Cuban_underwater_city]
Edgar Cayce IN Ray Brown's Crystal Pyramid Experience.
IN CRYSTAL LINKS, (s.d.). Acessado em 23/10/2012.
[http://www.crystalinks.com/crystalpyr.html]
¿Es la Atlántida?: Confirman la existencia de una ciudad en el Triángulo de las Bermudas.
IN RT, publicado em 22/10/2012. Acessado em 23/10/2012.
[http://actualidad.rt.com/ciencias/view/56610-atlantida-confirman-existencia-ciudad-triangulo-bermudas]
'Lost city' found beneath Cuban waters. BBC, publicado em 07/12/2001. Acessado em 23/12/2012. [http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/1697038.stm]
PLATÃO. Timeu e Crítias. [Trad.Edson Bini]. São Paulo; EDIPRO, 2012.
ROYER, Zach. Pyramids Of Glass Submerged In The Bermuda Triangle.
IN APPARENTLY APPAREL, publicado em 29/03/2012. Acessado em 23/10/2012.[http://www.apparentlyapparel.com/2/post/2012/03/pyramids-of-glass-submerged-in-the-bermuda-triangle.html]
.................... Pyramids of Glass Part II: Atlantis Rising.
IN APPARENTLY APPAREL, publicado em 23/06/2012. Acessado em 28/10/2012.[http://www.apparentlyapparel.com/2/post/2012/06/pyramids-of-glass-part-ii-atlantis-rising.html]

29 de setembro de 2012

Sinarquia - Um governo de sinergia no futuro.


Saint Yves d’Alveydre afirma que a Sinarquia é um governo social e não político. O que isto significa?
Em primeiro lugar, temos que a Sinarquia está encabeçada internamente por Hierarcas iluminados, os quais muitas vezes não exercem diretamente o governo sobre a sociedade, mas elegem ou escolhem as lideranças mais capazes, dentre os seus discípulos provados, os quais desta forma nem ascenderão ao poder por cobiça ou ambição, e nem disputarão entre si postos e cargos políticos, antes estando prontos para obedecer ao sagrado servindo no governo ou deixando de fazê-lo.
E em sua própria esfera, estes mestres não representam categorias sociais, e portanto não acarretam em instâncias de poder. A sua ação é de Conselho e a sua visão é holística e universal, sendo esta então a própria matriz da Sinarquia.
Desta forma, os Hierarcas das Idades pactuaram que deveriam tratar de escolher, idealmente, não apenas um representante para toda a sociedade, mas sim um representante para cada classe social, atuando todos em conjunto pelo verdadeiro bem comum. Esta é a razão horizontal da definição da Sinarquia como “governo conjunto”, ainda que tal coisa alcance também uma verticalidade através do co-governo das Hierarquias espirituais que se acham por detrás deste sistema.
Desta forma, mais que o governo de um árbitro universal, a Sinarquia representa com efeito o governo da Concórdia universal.
Assim, ao invés de haver um governante único supostamente universal, como são os monarcas e imperadores, ou uma ditadura de classes como no comunismo, ou mesmo um “rodízio” potencial de representantes sociais como pode ocorrer na Democracia (e que por vezes não passa de uma sucessão de pequenas ditaduras), na Sinarquia se trata de colocar todas as classes em pé-de-igualdade, não através de algum representante único e universal, mas de maneira formalmente democrática mediante a representação social plural..!
Afinal, por mais que um político eleito afirme que, chegando ao poder, tratará de “governar para todos”, como é costume fazer, na prática ele não pode apagar de supetão o seu histórico e nem esquecer as disputas eleitorais passadas e futuras. Como homem de partido, ele sempre colocará os interesses de sua classe em primeiro lugar.
Muitos de nós já terá se perguntado vez por outra, por que razão os candidatos aos cargos políticos, não se unem para compor um governo único, organizando assim uma plataforma comum com as propostas mais interessantes. É mais ou menos isto o que acontece na Sinarquia.
É certo que, havendo esta pactuação social, as classes sociais e seus representantes, tratarão de ser comedidos nas suas pretensões, buscando respeitar os interesses de todos. Alguns poderão dizer que isto ainda é uma utopia. Que “o homem é o lobo do homem” e que este pacto social é impossível de ser alcançado.
“Significa ademais -perguntarão-, que os trabalhadores se contentarão em servir, ou que a burguesia não desejará o poder, antes respeitando os autênticos ideais militares nacionalistas?” Isto é o que tem acontecido realmente na Índia, onde a casta-de-nascimento (jativarna) determina uma marca indelével no indivíduo.
Mas, não, não é assim, obviamente, que deve acontecer. É certo que a matriz social sinárquica necessita estar pautada pelo direito e pela justiça. Isto significa dizer, que numa sociedade sinarquista, haverá respeito vocacional e mobilidade social –coisas que comumente soam a utopias, com efeito, mas ainda assim habitam os sonhos dos melhores sociólogos...
Contudo, sabemos que mesmo na Índia védica, ou sobretudo no ciclo ariano do Brahmanismo, existiu um sistema sinárquico exemplar inspirado nas Leis de Manu. E que este modelo, com variantes, varreu boa parte da Antiguidade, legando mesmo resquícios nos tempos medievais.
A base das classes sociais, era um sistema de educação permanente chamadovarnashramadharma, a “lei das castas cíclicas”, onde os ashramas eram as etapas de vida capacitadoras das experiências sociais áureas ou ideais. Quanto mais um indivíduo se capacitava a experienciar os padrões ideais, mais ele poderia avançar nas verdadeiras categorias sociais védicas, como ideais consumatórios da experiência humana.
Não obstante, a certa altura esta situação se perdeu, sendo invertida e substituída pela primazia das castas-de-nascimento, coisa até então inexistente na prática.
É certo que tudo depende, acima de tudo, de uma sociedade inspirada, onde a justiça seja uma realidade fática, e não seja distorcida por questões de raça, classe, sexo ou credo.
Na prática, as instâncias de poder também podem ser distribuídas por camadas. Ao invés de dividir a nação entre regiões, ou até por novos países governados por uma ou por outra tendência social como forma de preservar a harmonia, os governantes sinárquicos atuam antes sobre esferas de poder ou de governo.
De tal sorte que o Ministério Espiritual atua a partir do âmbito nacional, o Ministério da Justiça atua a partir do âmbito regional, o Ministério da Economia atua a partir do âmbito estadual, e o Ministério do Trabalho atua a partir do âmbito municipal.
E o tema eletivo pode seguir o mesmo curso, sendo neste caso gradualmente direto do menor para o maior. Os Prepostos supremos, contudo, seriam escolhidos pelas próprias Hierarquias. Com isto, se afasta a idéia de algum “paternalismo” excessivo dos Mestres, atuando eles apenas nas esferas mais espirituais e refinadas da sociedade, e sem nunca substituir a responsabilidade e a ação do ser humano como tal.
Este é, em traços gerais, o governo social que a Hierarquia espiritual oferece de Modelo para a humanidade na fundação dos tempos, como um Ideal áureo e universal.

Será o chip a “marca da besta” descrita no Apocalipse?


Muitos fiéis e estudiosos voltam sua atenção de um modo muito especial (e peculiar) para o último livro da Bíblia, o Apocalipse. João, servo de Deus, recebeu de um anjo revelações sobre o tão falado fim dos tempos. “Bem-aventurados os que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo.” (Apocalipse 1:3)
João cita suas visões tais e quais as teve, cheias de simbolismos e alegorias, em uma linguagem altamente metafórica. E justamente aí vem uma grande confusão por parte de intérpretes da Bíblia: enquanto uns defendem que tudo é falado simbolicamente, outros defendem que o conteúdo tem de ser levado ao pé da letra – o que não diz respeito somente ao Apocalipse, mas a toda a Palavra Sagrada.
Há em Apocalipse a figura do anticristo, um líder mundial que, alegando querer manter a ordem, seria carismático a ponto de desviar os fiéis de Deus. O mesmo texto fala da “marca da besta”, uma distinção dada a todos os adoradores do reino do mal. Independentemente da raça ou da classe social, a citada nova ordem mundial impõe algo a todos os seres humanos, “… faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte…” (13:16) Tal marca seria obrigatória entre os conscientes e inconscientes seguidores da besta, com o aval da figura de autoridade do anticristo. A identificação seria usada como uma espécie de documento oficial, “para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca…” (13:17)
O chip subcutâneo
Ultimamente, com o advento de aparatos tecnológicos que só existiam na ficção científica de pouco mais de 100 anos para cá, tem sido muito discutido o chip de identificação subcutâneo, um dispositivo eletrônico menor que um grão de arroz que, sob a pele, traz todas as informações de seu portador. O chip funcionaria mais ou menos como hoje funcionam os demais documentos convencionais: carteira de identidade, cartões de crédito e débito, crachás para entrada em empresas e instituições, entre outros. Mas também teria caráter de localizador: com o Sistema de Posicionamento Global (Global Positioning System – o famoso GPS), toda pessoa poderia ser localizada via satélite.
Os cientistas que elaboram o chip, que já está inoculado em algumas pessoas e animais para testes, alegam que ele seria muito útil para fins de resgate, por exemplo. Ao digitar o código do chip, o satélite mostraria onde está seu portador em meio a uma grande mata, ou mesmo em um centro urbano.
Chips em documentos
Na documentação tradicional, o microchip também já chegou. Cartões bancários e documentos de identidade já são elaborados com as pequenas peças de silício com todas as informações necessárias. Em alguns meses, começarão a ser distribuídas no Brasil as novas carteiras de identidade eletrônicas, com as informações escritas, como nas convencionais, com foto, mas também com o histórico do cidadão em um chip na sua extremidade.
Motivo de alarme?
Cristãos de todo o mundo veem no chip subcutâneo e nas identidades com chip sinais de que seriam as tão faladas “marcas da besta” do Apocalipse. Muitos pensam, inclusive, em evitá-los. A série de filmes em longa-metragem “Deixados para Trás”, lançada pelo circuito independente norte-americano e muito popular no mercado de vídeo brasileiro, mostra o fenômeno sobrenatural do arrebatamento e a obrigatoriedade da implantação do chip, a ponto de que quem se recusasse a ele fosse preso pelas autoridades. Os filmes chegam a mostrar agentes do FBI aprisionando simples cidadãos que se negam a ter o chip sob a pele.
Especula-se que o aparelho funciona melhor no dorso da mão, ou na testa, o que até agora não foi oficialmente comprovado.
Parecer teológico
Segundo o teólogo e mestre em filosofia Jonas Madureira, não há qualquer indício na Bíblia de que os chips, em qualquer forma, sejam a tal “marca da besta” – pelo menos até agora. Acontece que o Apocalipse é um livro confuso até mesmo para os maiores estudiosos dos textos sagrados, cheio de enigmas e metáforas – como referido no início da matéria.
Madureira explica que muito dessa confusão se dá pelas diferentes correntes de estudiosos. “Enquanto um grupo, mais moderno, defende que muito na Bíblia está em forma de metáfora, de simbolismo, outra corrente mais tradicional afirma que tudo deve ser interpretado ao pé da letra”, esclarece o teólogo. Jonas explica que nas décadas de 20 e 30 do século passado, os liberais, que preferem a interpretação metafórica, ganharam destaque. Para contrariá-los, os fundamentalistas, mais tradicionais, defendem a literalidade dos textos bíblicos. Para completar o imbróglio, há também correntes que, embora não sejam liberais, aceitam a interpretação baseada no simbolismo.
Há quem ache realmente, mesmo nos círculos evangélicos, que os quase onipresentes chips de silício são o falado selo do anticristo. Outros defendem que a tal marca citada em Apocalipse não seria física, mas espiritual.
No tocante a ambas as interpretações, vale salientar que nada está comprovado e que qualquer informação não passa de especulação, embora estudos bastante sérios estejam em andamento.
Desde os tempos bíblicos, a marca que distingue o verdadeiro cristão está tanto em suas atitudes quanto em seu coração. Quem busca verdadeiramente a Deus tem seu futuro garantido, nestes tempos ou mesmo no fim deles.
De qualquer modo, uma dica final de João no próprio Apocalipse resume tudo o que foi dito no livro final da Bíblia: “… Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida.” (22:17)
Fonte: Arca Universal

20 de setembro de 2012

Pequenas besteiras fazem o seu papel e começam a invocar a Grande Besta. Assim as pessoas serão convocadas


Em meio à agitação provocada por um filme norte-americano anti-Islã, revista francesa de humor publica ilustrações satirizando o profeta. Especialistas veem ato como provocação, enquanto governo teme tumultos.
Há anos, a revista francesa Charlie Hebdo chama atenção com suas manchetes sarcásticas e, em sua última edição, desta quarta-feira (19/09), ousou ainda mais. Apesar do clima tenso no mundo árabe por conta de um filme anti-Islã dos EUA, a publicação dispôs uma caricatura de Maomé na capa.
O desenho mostra um muçulmano com um turbante – representando o profeta –, em uma cadeira de rodas e empurrado por um judeu ortodoxo. E o polêmico filme, Innocence of Muslims, ocupa diversas páginas da revista.
Sete anos após a publicação de caricaturas de Maomé em um jornal dinamarquês, o caso francês também coloca em discussão as liberdades de expressão e de imprensa, assim como a responsabilidade da mídia. Enquanto o governo tenta acalmar os ânimos e alerta para excessos dessas liberdades, a revista se defende com base na liberdade de imprensa.
"Entendemos a publicação dessas caricaturas como parte de nosso trabalho e como liberdade de expressão", disse à DW o editor-chefe, Gérard Biard. "Diante de um filme idiota que provoca tumultos em quase todo o mundo, com mortes e embaixadas incendiadas, se nós, jornalistas, não pudermos comentar o fato, então quem poderá?", argumenta.
Exaltar ânimos

Para Amir-Moazami, revista pretende atiçar ainda mais a ira dos muçulmanos
Schirin Amir-Moazami, especialista em Islã da Universidade de Berlim, questiona a suposta proteção da liberdade de imprensa. Para a pesquisadora, com a publicação da caricatura, a revista francesa pretende "não apenas provocar os muçulmanos, mas talvez também mostrar que eles não são totalmente bem-vindos no país". Amir-Moazami tem a impressão de que a ideia seja atiçar ainda mais a ira dos muçulmanos.
Em novembro de 2011, houve protestos diante da redação da Charlie Hebdo, após a publicação semanal dedicar uma edição especial à lei islâmica, a Sharia. "A revista é conhecida por suas provocações", diz a especialista. Os exemplares daquele número foram vendidos rapidamente, assim como o desta semana. Segundo a revista, a tiragem semanal é de 75 mil exemplares, e a edição atual com as caricaturas de Maomé deverá ser reimpressa na mesma quantidade.
Asiem El Difraoui, da Fundação para Ciência e Política (SWP, na sigla em alemão), está convencido de que a principal intenção dos editores era aumentar a tiragem. "A Charlie Hebdo quer aparecer o máximo possível na mídia", considera. Por trás da publicação das caricaturas, Difraoui vê uma verdadeira estratégia de marketing.
Há evidências para a tese de Difraoui. A revista de humor, fundada em 1970, já esteve prestes a se extinguir mais de uma vez. Do final de 1981 a 1992, chegou a ser suspensa por falta de recursos. E, sem dúvida, a atuação da Charlie Hebdo é arriscada. Agora, a invasão do site da revista após a publicação das caricaturas parece ser o menor dos problemas.
Governo fecha 20 embaixadas
Em 2011, houve uma tentativa de incêndio contra a redação da revista, em Paris. Desde então, a polícia vigia o prédio, e seguranças acompanham o editor e cartunista Stéphane Charbonnier. Mas o impacto no exterior poderia ser ainda maior. Por medo de mais tumultos em países muçulmanos, o governo francês mandou fechar 20 embaixadas, consulados e escolas mundo afora nesta sexta-feira (21/09).

Polícia vigia redação da Charlie Hebdo, em Paris, desde ameaça de incêndio em 2011
A repercussão na imprensa francesa após a publicação das caricaturas mostra-se dividida. O jornal Le Monde dá ao semanário o direito de criticar ou debochar de religiões, mas "a publicação no momento atual contribui para atiçar o fogo, de modo que a responsabilidade dos autores e editores é questionável".
O jornal católico La Croix também criticou a revista. "Não há uma maneira mais sutil e engraçada para, por meio de caricaturas, denunciar fundamentalistas religiosos, extremistas de todo tipo e protestos violentos?", indagou o veículo.
Caminho perigosa
Já o jornal parisiense Libération defende a publicação. "Lembrar os artistas sobre a sua responsabilidade, alertá-los para pensar bem antes da publicação e levar o contexto geopolítico em consideração, como se fossem porta-vozes do ministério do Exterior, é um primeiro passo em uma escada perigosa. Seu primeiro degrau é a autocensura; o último, a rendição." Enquanto o debate segue adiante na mídia, as caricaturas continuam sendo uma provocação para os cerca de 5 milhões de muçulmanos que vivem na França.
Por enquanto, a maioria se comporta de modo contido. Mas a ocasião poderia ser aproveitada por minorias radicais como os salafistas, aponta Difraoui. "As caricaturas e o filme atiçam extremos diferentes: a Charlie Hebdo está feliz com a atenção conseguida com as caricaturas. E os muçulmanos radicais estão contentes por atrair o foco da opinião pública mundial", considera.
Enquanto isso, a maioria dos muçulmanos moderados, que vivem há gerações na França, mantêm uma posição moderada. "Provavelmente muitos se sentem insultados e ofendidos. E é claro que isso não contribui para a integração da maior comunidade muçulmana do país", diz Difraoui.
Possíveis consequências

Editor e cartunista Stéphane Charbonnier ganhou atenção da mídia francesa
Além disso, Difraou teme que a polêmica em torno das caricaturas possa ser aproveitada na política. A oposição de direita tenta se beneficiar da ocasião ao se posicionar contra a intolerância muçulmana. "As caricaturas são perigosamente manipuladas por certos políticos", afirma.
Tal posicionamento poderia levar à inquietação nos subúrbios parisienses, os chamados banlieues. Além de abrigarem muitos muçulmanos, esses bairros são considerados focos de problemas sociais: alto índice de desemprego entre os jovens, infraestrutura precária e criminalidade. Em 2005, os banlieues foram incendiados após tumultos.
Amir-Moazami admite que nem todos os jovens muçulmanos residentes nesses subúrbios são devotos, mas teme que eles "possam se sentir provocados por tais publicações".
Autor: Ralf Bosen (lpf)
Revisão: Roselaine Wandscheer