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16 de abril de 2014

A Maior Fraude Financeira da História Mundial


Posted by  on April 16, 2014
WALL STREET: Relatório do Pentágono sobre a Maior Fraude Financeira da História Mundial.
E se a maior fraude jamais perpetrada foi exposta descaradamente, a mídia, e os principais meios (controlados) de comunicação dos EUA não publicou uma linha, “não cobriu, não a noticiou”? Isso significa que o golpe poderia continuar? Isso é o que estamos prestes a descobrir. Eu entendo a importância dos novos documentos WikiLeaks liberados. No entanto, não devemos deixá-los nos distrair das novas informações que o Federal Reserve foi forçado a liberar …
Tradução, edição e imagens:  Thoth3126@gmail.com
WALL STREET: Relatório do Pentágono sobre a MAIOR FRAUDE FINANCEIRA DA HISTÓRIA
Postado Por David DeGraw, AmpedStatus em Economia, Hot List, Notícias Governo e Política
… Mesmo se o site WikiLeaks revelar documentos de dentro de um grande banco norte-americano, tão grande quanto ele poderia ser, isso provavelmente não será nada mais em comparação com o que acabei de descobrir desde que tivemos um tempo para ver o funcionamento interno do FED-A Reserva Federal. Isto equivale aos Documentos  do Pentágono sobre Wall Street.
Tenho escrito muitos relatórios detalhando os crimes de Wall Street durante a crise. O nível de fraude, de cima para baixo, tem sido incrível. A falta de responsabilidade e completo desrespeito pela regra da lei me fizeram e muitos dos meus colegas, extremamente cínicos e gasto quando se trata de novas provas sobre a pilha em cima da montanha que já foram recolhidas. Mas não devemos deixar o nosso cinismo turvar a nossa visão sobre os detalhes dentro dessa nova informação. Apenas quando eu pensei que os banqueiros não podiam me chocar mais … eles o fizeram de novo.
A nós foi finalmente concedida a honra e o privilégio de descobrir os detalhes, um espaço limitado de tempo de por os olhos sobre o Federal Reserve, de um secreto “bailout backdoor” feito com dinheiro de impostos dos contribuintes dos EUA, por um pequeno grupo de banqueiros não eleitos. Esta liberação de dados revela o “programas de empréstimo de emergência” que distribuiu US$ 12,3 TRILHÕES em dinheiro do contribuinte dos EUA – US$ 3,3 trilhões em liquidez corrente e US$ 9 trilhões em ’’outras modalidades financeiras.’’
Espere. O quê? Você disse que o dinheiro dos impostos no valor de US$ 12,3 TRILHÕES foram despejados em operação de socorro em segredo pelos banqueiros não eleitos … e o Congresso dos EUA não sabia dos detalhes? Sim. Os fundadores da nação norte americana estão a rolarem nas suas sepulturas. A cópia original da Constituição espontaneamente explodiu em chamas. O fantasma de Tom Paine saiu correndo, gritando raivosamente e histérico pelos corredores do Congresso. A Reserva Federal-FED simplesmente e secretamente jogando em torno de nosso dinheiro de forma sem precedentes, e não era só para beneficiar os suspeitos de costume, como Goldman Sachs, JP Morgan, Citigroup, Bank of America, etc, mas foi para todo o cartel dos banqueiros globais.
O FED Distribuiu dinheiro para os bancos centrais em todo o mundo: Austrália, Dinamarca, Japão, México, Noruega, França, Coréia do Sul, Suécia, Suíça, Inglaterra … Para bancos estrangeiros do Fed, seus dealers primários, como o Credit Suisse (Suíça), Deutsche Bank (Alemanha), Royal Bank of Scotland ( UK), Barclays (Reino Unido), BNP Paribas (França) … Todos os jogadores foram “talentosos” em seu esquema fraudulento. Todas as Organizações financeiras escroques e corrompidas pegaram o seu pedaço.
“Se o povo americano algum dia permitir que os bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação e depois pela deflação, os bancos e as corporações que crescerão em volta deles, vão privar o povo de sua propriedade até que os seus filhos acordem sem abrigo e alimento no continente que os seus pais conquistaram”. THOMAS JEFFERSON
É o mesmo que falar sobre o assalto e incêndio de Roma! “Sayonara” classe média americana … Se você ainda tinha alguma dúvida quanto ao fato de que os Estados Unidos é agora uma república de bananas, e a mais proeminente do mundo, o veredicto final só faltava ser entregue, pois a decisão foi unânime. Por aclamação. Qualquer noção de conto de fadas que nós estamos vivendo em uma nação construída sobre o primado do direito e da economia global sendo baseada em princípios de mercado livre já foi exposto como apenas isso, um conto de fadas. Este momento é equivalente a todos os momentos na Cidade do Vaticano (outro circo imenso) em que o Papa dissesse que Deus está morto.
Eu estive argumentando nos últimos anos que o mercado é manipulado e que as grandes empresas corporativas de Wall Street são esquemas fraudulentos e elaborados, assim como muitas outras pessoas que construíram suas crenças sobre o pensamento racional, fundamentada na lógica e evidência. Nós chegamos a esta conclusão, fazendo as pesquisas e ligando os pontos. Mas agora, mesmo os nossos céticos mais fortes e os mais fervorosos defensores de Wall Street tiveram tudo exposto, colocado para fora na frente deles, através DAS PLANILHAS do FEDERAL RESERVE [3] .
Até mesmo o Financial Times, que nomeou Lloyd Blankfein como personalidade do ano em 2009 [4], reagiu, informando o seguinte: “As reações iniciais foram de choque com a amplitude dos empréstimos, especialmente para empresas estrangeiras. Mas os detalhes pintam um quadro ainda mais sombrio e até mesmo uma imagem mais perturbadora.” Sim, o imperador não tem nenhuma roupa, ele esta nu. Deus esta, de fato, morto. Mas, por enquanto, pelo menos, a ilusão continua a deter o poder. Como isto é possível?
Para começar, como sempre, com as redes de televisão dos EUA, as grandes redes de “notícia” de mídia apenas encobriram a coisa toda (n.T. – quem controla os grandes grupos de comunicação nos EUA são os mesmos agentes que controlam os grandes bancos, então…) – nada para se ver aqui, apenas vamos seguir em frente, de volta, após uma mensagem de nossos patrocinadores …
Nada mais e por razões óbvias, eu vim a perceber que os crimes do Federal Reserve são tão grandes, mas em uma escala tão grande, que simplesmente é muito difícil para as pessoas comuns chegarem a embrulhar a cabeça em torno disso e vir a compreender o que aconteceu aqui. Pense sobre isso. Em apenas uma espiadela que demos em todo esse escândalo financeiro e suas operações, aprendemos que o Fed distribuiu US$ 12,3 trilhões de dólares em empréstimos a juros de quase zero, sem garantias e sem que isso sequer fosse analisado e/ou aprovado pelo Congresso dos EUA.
Esquerda, Ben Bernanke e Henry Paulson , dois “arquitetos (marionetes)” do atual momento do Federal Reserve dos EUA.
A audácia e o absurdo de tudo isso é incompreensível … Baseado em várias conversas que tive com as pessoas, parece que a público médio não compreende o bastante o quanto é um trilhão de dólares, muito menos US$ 12.3 trilhões. Você pode muito bem dizer que $ 12,3 gazillion, porque as pessoas não compreendem a dimensão desse número, nem eles entendem o que seria possível se esse dinheiro fosse usado de outras maneiras. Você pode imaginar o que poderíamos fazer para reestruturar a sociedade, com US$ 12,3 trilhões de dólares? Pense nisso … As pessoas em geral também não conseguem compreender o crime colossal cometido porque continuam a ouvir a palavra “empréstimos.” As pessoas pensam em termos dos empréstimos que recebem. Você pede dinheiro emprestado, você paga de volta com juros, não é grande coisa.
Mas NÃO foi isso que aconteceu aqui. O Fed distribuiu US$ 12,3 trilhões de dólares em empréstimos a quase juros zero, usando o povo americano como garantia, exigindo nada em troca, à exceção de um punhado de ativos tóxicos em alguns casos. Eles só deram esse dinheiro para um grupo seleto de iniciados, numa altura em que muito poucos tinham dinheiro, porque todos esses mesmos insiders e especuladores literalmente quebraram o próprio sistema. Será que você conseguiu compreender isso? As pessoas mais responsáveis pela quebra e fim do sistema, foram recompensados com nossos trilhões de dólares. Isso deu a esse seleto grupo de iniciados poder ilimitado para assumir o controle dos ativos e terem influência sem precedentes sobre quase tudo dentro de suas economias – o capitalismo de compadres ladrões com esteróides.
Este era um mundo de aquisições hostis feitas por meio de ataques econômicos orquestrados por um grupo muito pequeno de banqueiros globais eleitos. Eles paralisaram o sistema com especulação, em seguida, foi lhes dado o poder para recriá-lo de acordo com seus próprios desejos. Sem mercado livre, sem a democracia de qualquer tipo. Tudo feito em segredo. No processo, eles se deram todos os bônus em tempo recorde ao mesmo tempo em que empobreciam dezenas de milhões de pessoas – esses bancos puseram em marcha um sistema que inevitavelmente entrará em colapso novamente e destruirá totalmente a existência do que resta de uma classe econômica média a nível global.
Isso não é uma hipérbole. Isso é o que REALMENTE aconteceu. Estamos falando de trilhões de dólares secretamente bombeados para bancos globais, escolhidos a dedo por um pequeno grupo de banqueiros seleto em si mesmo. Tudo para o benefício dos banqueiros, e à custa de todos os outros. As pessoas não podem sequer compreender o que isso significa e as graves consequências que isso implica, que nós apenas começamos a experiênciar.
Deixe-me resumir para você: O sonho americano acabou. Bem-vindo ao estado neo-feudal-fascista. Pessoas de todo o mundo que continuam usando (E ACREDITANDO NO) o dólar devem:
A) SER parte da fraude;
B) Estarem alheios à realidade;
C) Acreditar que o poder militar dos EUA serão capazes de manter o valor de uma moeda que na realidade não têm mais valor algum,
D) Todas as alternativas acima (e mais algumas que ainda não sabemos… A ignorância poderá CUSTAR MUITÍSSIMO CARO)
Não importa que forma você olha para esse problema, todos nós estamos em sérios apuros! Se você é um funcionário eleito, (eu sei que pelo menos 17 de vocês assinam o meu boletim) e você acredita no juramento que você tomou ao assumir o cargo público, você deve imediatamente solicitar uma auditoria completa do Federal Reserve, sobre Ben Bernanke, e solicitar a prisão de toda a cúpula diretiva do Federal Reserve Board, que eles sejam detidos. Se você não fizer isso, você merece ter as palavras “marionete irrelevante” tatuada em sua testa. Sim, essas são palavras fortes, obviamente, mas eles são a verdade.
O Cartel Global Bancário [5] (NT- ou a “Maior quadrilha de ladrões e assassinos” de todos os tempos) já foi tão descaradamente exposto, que você não pode fugir fingindo que vivemos em uma nação com base na Lei da nossa Constituição. O gabarito está acima. Já fazem mais do dois anos agora; será que alguém ainda não conseguiu seriamente entender porque estamos em crise? A nossa economia foi saqueada e queimada até o nível do chão, devido à estratégica, as decisões deliberadas feitas por um pequeno grupo da elite dos banqueiros globais no Federal Reserve. As pessoas realmente não conseguiram ainda entender a conexão aqui? Quero dizer que o nosso país é gerido por um Cartel Internacional de grandes Bancos.
Aqui está um resumo de relatórios sobre este BernankeLeaks:
Prepare-se para entrar no teatro do absurdo …
Vou começar com o senador Bernie Sanders (I-Vermont). Ele foi o senador que Bem Bernanke explodiu quando ele foi intimado a dar informações sobre este assalto, durante uma audiência no Congresso. Sanders lutou para conseguir a alteração por escrito para um projeto de “reforma” financeira que nos deu este tempo para uma espiada em segredo nas operações do FED. Em um artigo intitulado, “Uma mandíbula real, conta gotas no FED-Federal Reserve”, o senador Sanders revela alguns detalhes:
’’Em uma audiência no Senado, na Comissão de Orçamento em 2009, eu perguntei ao presidente do FED, Ben Bernanke, para dizer ao povo americano os nomes das instituições financeiras que receberam socorro sem precedentes e secretamente do Federal Reserve, o quanto eles receberam, e os termos exatos dessa assistência. Ele se recusou a fazê-lo. Um ano e meio depois … começamos a levantar o véu de sigilo do Fed …’’
Depois de anos de obstrução por parte do FED, o povo americano está finalmente aprendendo os detalhes incríveis e de cair o queixo do resgate multi-milionário do FED para Wall Street e as empresas americanas …. Nós aprendemos que os US $ 700 bilhões de ajuda federal à Wall Street … acabou por ser uma troca de bolso apenas, em relação aos trilhões e trilhões de dólares em empréstimos a juros de quase zero e outras modalidades financeiras da Reserva Federal que distribuiu a cada grande instituição financeira no país.
Ben Bernanke, é apenas um marionete (E QUE BEBE MUITO). “Alguém” comanda os cordéis por trás dos bastidores…
Talvez o mais surpreendente é a enorme quantia que foi usada para salvar bancos privados estrangeiros e corporações, incluindo dois grandes bancos europeus – Deutsche Bank e Credit Suisse – que eram os maiores beneficiários da compra do Fed de títulos lastreados em hipotecas …. A Reserva Federal dos Estados Unidos se tornaram assim o banco central do mundo? … [Ler Global Banking Cartel] O que esta revelação nos diz, entre muitas outras coisas, é que apesar desta enorme (involuntária) ajuda do contribuinte norte americano, o Fed não fez as demandas adequadas sobre estas instituições, necessárias para reconstruir nossa economia e proteger as necessidades dos americanos comuns …. O que estamos vendo é o incrível poder de um pequeno número de pessoas que têm conflitos de interesse incrível de como obter ajuda dos contribuintes deste país, ignorando as necessidades do povo. [ leia mais [8] ]
Em um artigo intitulado “O Fed mente sobre Wall Street”, Zach Carter resume desta forma: -’’A Auditoria do Federal Reserve está cheia de revelações assustadoras sobre política econômica dos EUA e aqueles que a implementaram-na … Ao negar a crise de solvência, os executivos dos principais bancos que haviam levado os seus bancos ao nível do solo foram autorizados a manter os seus empregos, e os acionistas que fizeram apostas ruins em suas empresas foram autorizadas a recolher a generosidade do governo, assim como grandes bônus começaram a serem pagos logo depois.”
Mas os próprios bancos ainda enfrentam uma escassez de capital, e só foram mantidos acima dos limites de capital crítico, porque os reguladores federais estavam dispostos a olhar para o outro lado da rua, deixando os bancos por conta das perdas óbvias como se fossem ativos rentáveis. Assim, com base nos dados da auditoria do Fed, é difícil concluir que o presidente do Fed, Ben Bernanke estava dizendo a verdade quando ele disse ao Congresso, em 03 março de 2009, que não havia bancos zumbis nos Estados Unidos.
“Eu não acho que qualquer banco nos EUA está atualmente como uma instituição zumbi”, disse Bernanke.
Enquanto Ben Bernanke dizia essas palavras, haviam bancos prometendo títulos podres como garantia em operações de socorro do Fed durante vários meses … Este é o coração no encerramento da atual crise da maior fraude financeira da história. Os bancos estão encerrados em um número incontável de famílias que os controlam e nunca perdem um pagamento, porque as corridas se apressando para encerramento geram taxas lucrativas para os bancos, independentemente dos custos para as famílias e os investidores.
Isto é, de fato, muito pior do que aquilo que Paul Krugman previu. Não só estão falhando em apoiar a economia, mas os bancos zumbis estão ativamente sabotando-a com a fraude, a fim de compensar a escassez de capital. Enquanto isso, os reguladores estão agressivamente olhando para o outro lado da rua.
O Fed teve de corrigir a liquidez do sistema em 2008. Esse foi o seu trabalho. Mas, como os grandes bancos estavam insolventes, o Fed e o Tesouro tiveram a responsabilidade de corrigir esse problema de solvência, mesmo que isso significasse que fosse exigido aos acionistas e executivos a conviverem com as perdas. Em vez disso, como a auditoria do Fed nos diz, os formuladores de políticas monetárias, ignoraram conscientemente o verdadeiro problema, empurrando as perdas para a classe média americana no processo. “[ leia mais [9] ]
Até mesmo o Financial Times esta pulando fora do barco:
A Luz do Sol mostra rachaduras na história do resgate do Federal Reserve. Demorou dois anos, em um disputado e duro processo, e mais um ato do Congresso, mas enfim … o Federal Reserve divulgou os detalhes dos seus programas de empréstimos da crise financeira. As reações iniciais foram de choque com a amplitude dos empréstimos, especialmente para empresas estrangeiras. Mas os detalhes pintaram um quadro mais sombrio, mais cedo, e ainda mais perturbador retrato …. Uma conclusão ainda mais preocupante a partir dos dados é que … agora é evidente que o Fed tomou o maior dos riscos, em condições menos favoráveis do que a maioria das pessoas já perceberam. [ Leia mais [10] ]
No verdadeiro estilo Federal Reserve, eles nem sequer cumpriram plenamente com a Lei e exigências do Congresso. Em um relatório intitulado “Fed Retém dados colaterais para a concessão da ajuda de US$ 885 bilhões da Crise Financeira, em Empréstimos,” a Bloomberg coloca algumas cerejas no topo do bolo: Para três das seis instruções de emergência do Fed, o banco central divulgou informações sobre os grupos de garantias que aceita por tipo de ativo e avaliação, sem especificar valores individuais. Entre eles estava o Credit Facility Primary Dealer, criado em março de 2008 para fornecer empréstimos aos corretores quando a Bear Stearns Co entrou em colapso.
Veja Também:
Aqui esta a única pessoa na TV dos EUA que na verdade abrange e compreende tudo isso, entra Ratigan Dylan, com seu convidado Chris Whalen do Institutional Risk Analytics. Esta citação de Whalen resume bem o caso: “O pessoal do Fed têm se tornado tão corrupto, tão capturado e envolvido pelo setor bancário da elite… o Fed está lá para apoiar esses especuladores em seus golpes e deixaram a economia e o mundo real ir para o inferno.” O Progressive Matthew Rothschild [16] tem uma boa citação: “A ajuda financeira do FED foi um elefante branco gigante, antidemocrático e um roubo descarado em seu núcleo.”
Matt Stoller em 2,0 NewDeal pede: O fim do FED, e especificamente, as pessoas que o controlam, são responsáveis pelo declínio dos salários, da desindustrialização, das bolhas, e para a corrupção sistêmica dos mercados de capitais americanos. Com a perda de legitimidade vem a falta de confiança do público e uma vulnerabilidade a qualquer forma de crítica. O Fed agora é menos respeitado do que o IRS …. Os liberais devem parar de ter seu caso de amor com conservadores mitos tecnocráticos da independência monetária, e deixar de ver este monstro da Reserva Federal como um ator legítimo. E por muito menos, temos de começar a perceber que estas pessoas, de fato, governam e controlam o país, e não deviam. [ Leia mais [17] ]
No caso de alguém estar confuso em acreditar que este é apenas um outro direito versus questão partidária à esquerda, entra host juiz Andrew Napolitano, da Fox Business com seu convidado congressista republicano Ron Paul, que é, naturalmente, um dos principais críticos de longa data do sistema FEDERAL RESERVE. O Deputado Ron Paul espera alguns vazamentos da Wikileaks sobre a Reserva Federal: A Sunlight Foundation brilha uma luz sobre o Bank of America e no irmão do Federal Reserve, o Administrador de fundos BlackRock:
O Programa de Empréstimo do Federal Reserve para o Bank of America-BofA- admitiu beneficiar duas vezes o BofA, o Bank of America foi um dos vários bancos que foi capaz de reproduzir os dois lados de um programa de ajuda do Federal Reserve lançado durante a crise financeira de 2008. Embora o Bank of America estivesse vendendo seus ativos a empresas para obtenção de empréstimos por meio do programa do Fed, a empresa de investimentos BlackRock, parcialmente CONTROLADA pelo Bank of America foi potencialmente capaz de gerar um lucro usando esses empréstimos para comprar ativos semelhantes aos vendidos pelo Bank of America. [ Leia mais [18] ]
A manipulação descarada e impune do mercado de capitais é comum em Wall Street.
Gretchen Morgenson no New York Times salta para o ato: Então é por aí que o dinheiro foi. Como a verdade brilha quando você derrama um pouco de LUZ sobre um assunto …. Todos os dados dos empréstimos de emergência liberados pelo Fed são altamente reveladores, mas porque não foram tornadas públicas muito mais cedo? Essa é uma pergunta que Todd F. Walker, um pesquisador do American Institute for Economic Research, está pedindo. Mr. Todd, um advogado e ex-assistente geral e oficial de pesquisa do Federal Reserve Bank de Cleveland, disse que os vários detalhes sobre o vasto programa do Fed deveria ter estado disponível antes da lei de reforma regulamentar de Frank Dodd fosse mesma escrita.
“Os atuais conjunto de poderes e da forma da lei Fed, Frank Dodd sobre todos poderiam ter olhado muito diferente se essa informação fosse tornada pública durante o debate sobre o projeto”, disse ele. “Se essas tabelas estivessem expostas, eu acho que o Congresso teria quer dizer não à autoridade de empréstimo de emergência do FED ou se você conseguir enquadrá-los, ele vai ter um menor número de recursos – um trilhão de dólares no total. Metade” [ leia mais [19] ]
Bem-vindo à “casa de penhores global: O Fed Funciona como uma “casa de penhores global:” US$ 9 trilhões de dólares a 18 instituições financeiras. O que o relatório mostra é que o Fed funcionava como uma casa de penhores global, tendo praticamente nada dos bancos emprestados em garantia. O que é ainda mais perturbador é que a Reserva Federal não aprovou quaisquer taxas punitivas a esses devedores para que você tenha os bancos como o Goldman Sachs, utilizando a crise para desviar uma garantia barata.
O Fed é rápido em apontar que “os contribuintes foram totalmente protegidos”, mas pouca menção da destruição que causaram ao dólar dos EUA. Este é um custo escondido (e o maior) para os americanos e ele também não ajuda pois que eles também eram o combustível que provocou a maior bolha imobiliária especulativa global testemunhado pela humanidade. [ Leia mais [20] ]
O repórter Financeiro Barry Grey, de “No Strings Attached” solta a verdade:
O Relatório do Fed levanta a pálpebra e expõe o Grande Assalto de 2008-2009. Os bancos e corporações que se beneficiaram não foram mesmo obrigados a prestar contas do que fizeram com o dinheiro. Todo o propósito da operação era de utilizar fundos públicos para cobrir as perdas no jogo da aristocracia financeira americana, e criar as condições para os financistas e especuladores para tomar ainda mais dinheiro para si. Todas as 21.000 operações citadas nos documentos do Fed, liberados sob uma prestação incluída, apesar das objeções do Fed, neste ano, foram realizados em segredo.
O banco central (O Federal Reserve-FED, dos EUA) opera sem qualquer mandato parlamentar ou de supervisão. Os documentos lançam luz sobre a maior pilhagem de recursos sociais na história. Foi realizado tanto no âmbito das administrações do republicano Bush e do democrata Obama. Quem organizou o saque dos cofres públicos foram de longa data insiders de Wall Street: homens como o Secretário do Tesouro de Bush e ex-CEO da Goldman Sachs, Henry Paulson, e o então presidente do Federal Reserve de Nova York, Timothy Geithner ….
E agora Ben Bernake, todos tem algo em comum além de Wall Street. Basta pesquisar seus sobrenomes e então … Os documentos mostram que o banco central dos EUA, o Fed permitiu que os bancos e empresas descarregassem seus empréstimos irrecebíveis e dívidas incobráveis no balanço do FED. Agora, para evitar um colapso do dólar e a QUEBRA do governo dos EUA, ao povo americano esta sendo informado de que deve se sacrificar para reduzir a dívida pública e o déficit orçamentário.
Mas, como as vastas somas deixam claro, o “sacrifício” a ser exigido das pessoas trabalhando significa o seu empobrecimento, redução dos salários e aumento do desemprego, em massa, cortes na assistência à saúde, Segurança Social, Medicare, Medicaid, etc . A própria escala dos pontos de resgate do Fed para a dimensão do colapso financeiro e à criminalidade que promoveu isso …. Toda a economia capitalista dos EUA repousava (e repousa cada vez mais) sobre um imenso e gigante esquema fraudulento  que foi obrigado a entrar em colapso …
Os bancos foram capazes de tirar o dinheiro barato do Fed e emprestá-lo de volta ao governo em dobro e ao quádruplo das taxas de juros que eles foram inicialmente acusados, embolsando muitos bilhões no processo …. A saga da pilhagem da economia, a elite financeira coloca a mentir para os créditos sem fim que “não há dinheiro” para o emprego, habitação, educação ou cuidados de saúde. A classe dominante está inundada de dinheiro. [ Leia mais [21] ]

Federação, a Hierarquia Espiritual e as mudanças

Posted by  on April 16, 2014

GRANDES MUDANÇAS à frente, a Federação Galáctica e a Hierarquia Espiritual: 
Dratzo! Nós Voltamos! Nós sentamos e esperamos na expectativa muito grande sobre vocês. Sabemos que o momento divino de nossos aliados da Terra se aproxima! 
A escuridão/as trevas tem estado no controle de seus governos  (e do planeta), e diretamente, de suas vidas, e agora este longo reinado de tirania esta  chegando a um fim tão esperado. Certos acordos estão prontos para serem tornados públicos, o que vai ditar o fim do império das trevas (os ESCÂNDALOS VÃO SE SUCEDER UM AO OUTRO…). 
Tradução, edição e imagens: Thoth3126@gmail.com
Atualização por Sheldan Nidle para a Hierarquia Espiritual e a Federação Galáctica
Fonte: www.paoweb.com  
Embora o novo sistema monetário e financeiro também esteja pronto para aplicação imediata, a finalização de um conjunto necessário de acordos que constituem a legitimidade dos novos governos temporários ainda está muito atrasado e é importante . . .  … A reestruturação dos governos é uma de suas tarefas mais pesadas: implica nada menos do que um reexame completo do funcionamento diário dos governos e do modo como muitos desses serviços são executados. 
É essencial que cada um de vocês desempenhe um papel em ajudar esses cuidadores na realização desta revisão em profundidade.  Assim como você se move sempre para mais perto da plena consciência, você se torna mais capaz de considerar e adicionar para o seu bem  sugestões para o processo, pois é este próprio processo de diálogo aberto entre os cidadãos e o novo governo que vai fazer a transição suave e construtiva (sem as tradicionais revoluções sangrentas de derrubada  de velhos governantes e regimes).
Naturalmente esperamos que aconteçam algumas falhas e algumas vezes ocorram acidentes à frente, e nós sabemos que o nosso conselho  em muitas questões serão necessários nessa fase de reestruturação quando ele acontecer. Reformular a sua sociedade global como um todo em um espaço tão curto de tempo é uma tarefa realmente difícil, e você está sendo convidado a sair e pular para fora do fundo do poço.” Diferenças de opinião entre vocês serão inevitáveis, e, portanto, ofereceremos aos seus primos de Agartha (o Reino da Terra Interior) e de nós mesmos o papel de mediadores e conselheiros.
O caminho à frente de vocês está sendo pavimentada pelas ações dos nossos aliados na Terra e pela série de anúncios formais que devem transformar completamente o mundo que vocês conhecem. O mundo pós-divulgação no início irá se sentir totalmente diferente. Além disso, cada vez mais a supremacia ameaçadora das trevas estará no fim. Recursos importantes até então retidos por eles serão seus, e estes novos recursos irão iluminar o seu caminho através da transição para uma nova realidade e mostrar-lhes o potencial inimaginável de que vocês possuem.
Da mesma forma, o seu relacionamento com GAIA (a poderosa MÃE Terra e sua exuberante natureza) vai mudar dramaticamente, e a presença do povo de Agharta vai fazer a sua noção atual de geofísica saltar dentro de suas cabeças! Vocês vão aprender sobre como os planetas são criados ocos, e isso vai fazê-los encontrarem uma nova física planetária, dando início a um paradigma científico completamente novo  para a sua “nova”sociedade, que combina o Espírito e a matéria (o masculino e o feminino) “EM EQUILÍBRIO”.  
Estas novas ciências físicas levarão vocês para terem novas idéias sobre as origens da vida e da natureza do mundo físico, o que lhe permitirá entender melhor o que estamos trazendo para suas vidas. Este conhecimento científico e filosófico revolucionário, bem como a confirmação oficial pelos seus novos governos de sua ascensão coletiva, definirá seus últimos dias como moradores da superfície. O próximo passo será apresentar-lhe as maravilhas e belezas da Terra Interna. Planetas são seres magníficos que possuem ambos os reinos interior e exterior. Nossa tarefa é ajudar o planeta na ligação entre estes reinos e para sustentá-los em seu pleno potencial. 
Este trabalho traz para você um contato com a flora e fauna dos dois reinos, o que lhe permite descobrir as diferenças e semelhanças surpreendentes entre os dois mundos e, assim, como o equilíbrio ecológico será mantido. Esta criação é uma das tarefas primordiais da nova sociedade.Uma vez que você está plenamente consciente, todos os animais e as plantas podem falar (mentalmente) com você e você com elas e explicar o que eles necessitam para viver e prosperar.  Não levará muito tempo para se tornarem guardiões da verdade de Gaia e de todas as formas de vida que nela exista.
Bênçãos! Nós somos seus Mestres Ascensos! As partes finais de um quebra-cabeça muito complicado agora estão sendo postas em prática. Ao longo dos milênios passados, os poderes das trevas e seus asseclas ocuparam o terreno foram capazes de governar este mundo como quisessem. No entanto, durante este tempo a luz lentamente ganhou adeptos ao longo da passagem do tempo e em lugares-chave, e essas rachaduras em solidariedade provocada às trevas nos permitiu formar várias e cruciais sociedades secretas ao redor do planeta, dedicada a servirem os Mestres Ascensionados na execução de seu plano divino.
Mandala sobre AGHARTA, o reino da Terra Interior.
 Estas organizações já estão usando suas conexões e recursos para forçar o lado das trevas a saírem de seus lugares de poder. Esta missão tem produzido uma série de precedentes legais que estão prestes a atingir os nossos objetivos, e estamos prontos para fazer os anúncios, que, sem dúvida, vão chocar muitos de vocês. Supõe-se geralmente que estes regimes ilegais são imunes a mudanças, mas não é mais esse o caso! 
Preparem-se para algumas transmissões surpreendentes nos dias imediatos à sua frente! A Luz inundando o seu mundo em um fluxo cada vez mais contínuo e se fortalecendo está derretendo o véu entre o mundo espiritual e o mundo físico ilusório. 
Esta ação também aumenta as freqüências vibratórias de seu DNA celular / RNA, acordando as pessoas em quantidades recordes, e assim o número de pessoas convidando-nos a participar de suas vidas a cada dia tem aumentado exponencialmente.Ouvimos as suas orações e pedidos, e nós usamos a nossa própria energia para ajudar e acalmar o seu sofrimento crescente, o que é um resultado direto da queda cada vez maior de sua “realidade física”.
O lado das trevas  está determinado a se agarrar aos destroços putrefatos do que eles criaram, e nós estamos igualmente com a  intenção de transformá-los em luz. O Céu nos deu os decretos para que transformemos este “véu de lágrimas” e nós estamos ansiosos para terminar com esta tarefa sagrada! Em antecipação a isso, nossos colaboradores (você que esta me lendo é um deles ?)  se colocam em posições em que seu triunfo esta agora assegurado. 
O período pelo que estamos passando é quando  GAIA, a Mãe Terra está se elevando em vibração  até a Luz. Este processo esta quase concluido. O fim desta etapa especial será de anúncios formais que proclamam que a nossa família do espaço esta aqui e pronta para divulgar o seu programa para os desembarques no planeta.  Ao mesmo tempo, a primeira transmissão da nossa família Agartha (da Terra Interior) vai ser feita. 
Temos vivido entre eles há milênios e sabemos o quanto eles desejam reunir os reinos da Terra Interna e da superfície. Eles pretendem mostrar-lhes o seu mundo glorioso e prepará-los para sua jornada de volta à plena consciência. Os arredores e residências onde isto acontecerá estão prontos e à espera da sua ocupação. Temos supervisionados todos os preparativos e estamos muito ansiosos para completar a sua ascensão. É vital que o plano divino se manifeste, e se manifeste agora!
Hoje, nós lhes demos mais informações sobre o andamento de algumas das mudanças que estão transformando a sua realidade e o seu mundo. Também explicamos que uma série de programas estão perto de instituir um novo sistema financeiro e monetário global, assim como vários novos governos de cuidadores (da generosa Mãe Terra). Estamos ansiosos por conhecê-los no seu plano físico tridimensional e sendo os seus mentores durante o seu retorno à plena consciência. Saibam, meus queridos, que a incontável Fonte e a Prosperidade sem fim do Céu são realmente seus! Agora falta muito pouco. Que assim seja! 
Selamat Gajun! Selamat Ja! (em Siriano: Para sermos UM e estarmos em Alegria!)  
Organização de Ativação Planetária | Endereço para correspondência: PO Box 4975, El Dorado Hills, Califórnia 95762 EUA-Voicemail: 808-573-3110 | E-mail: info @ … | Endereço do site: www.paoweb.com 

14 de abril de 2014

Os Cavaleiros Templários e a Arca da Aliança

Os Cavaleiros Templários e a Arca da Aliança, parte 14, final

Posted by  on April 14, 2014
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Livro Os Cavaleiros Templários e a Arca da Aliança, de Graham Phillips, Editora Madras. Capítulo XIVEscrito na Pedra
Era muito estranho, mas estávamos no fim do mês de dezembro quando, finalmente, consegui desvendar o código — somente a alguns dias da Epifania. Graham e Jodi já tinham planos para vir à Inglaterra passar o Ano Novo, e assim, quando chegaram, ouviram fascinados todas as minhas teorias.
Não precisávamos, na realidade, esperar até o dia 6 de janeiro (dia de Reis no Brasil) para descobrir onde as duas estrelas estariam à meia-noite naquele dia. 
 “E a arca da sua aliança foi vista no seu templo; e houve relâmpagos, e vozes, e trovões, e terremotos e grande saraiva”.  Livro do Apocalipse 11:19
Edição e imagens: Thoth3126@gmail.com
Livro Os Cavaleiros Templários e a Arca da Aliança, de Graham Phillips, Editora Madras - Capítulo XII – O Código da Epifania
Conseguimos fazer o download de alguns programas de computador que determinavam as posições dos corpos celestes em qualquer segundo, de qualquer dia, da forma como eram vistos em qualquer parte do mundo. Isso nos deu uma idéia geral de onde as estrelas estavam com relação ao ponto mais alto nas Colinas de Burton Dassett, mas decidimos esperar até o dia certo para verificarmos os fatos com nossos próprios olhos. Graham e Jodi tinham um compromisso em Londres, mas também chovia torrencialmente — sem parar há dias — e o céu estava completamente nublado.
Na verdade, somente na noite do Dia da Epifania o tempo decidiu, finalmente, melhorar. Durante a tarde do dia 6 de janeiro, subimos até o ponto mais alto nas Colinas de Burton Dassett sob uma chuva fria e forte. O vendo soprava tão forte sobre o topo gélido do monte que era difícil suportá-lo. Embora a planície fértil de Warwickshire se estendesse abaixo de nós em todas as direções, a maior parte do horizonte estava coberto por nuvens de névoa. No entanto, quando chegamos ao local, uma hora antes da meia-noite, a chuva havia parado e as nuvens, desaparecido. O formato da paisagem podia, inclusive, ser reafirmado pelo brilho da luz da lua, e conseguíamos enxergar distante muitas milhas em todas as direções.
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As luzes das cidades podiam ser vistas nos horizontes distantes: ao norte, a cidade de Warwick onde havíamos realizado a maior parte de nossa pesquisa; a oeste, Stratford-upon-Avon próxima à Igreja de Langley; e ao sul, a universidade de Oxford onde as pedras foram analisadas. Ao leste, porém, havia escuridão, exceto pelas luzes de alguns pequenos vilarejos e fazendas. Era ali, no céu adiante, que a constelação da  Ursa Maior ficava naquela escuridão do espaço infinito. Conforme os minutos passavam, a constelação se movia lentamente enquanto a Terra continuava a girar. Finalmente, o momento da meia-noite chegou.
As duas estrelas com cauda da constelação da Ursa Maior estavam quase que exatamente uma de cada lado de uma colina que se destacava à luz do luar como uma silhueta completa no horizonte distante. Com a ajuda de nossas lanternas,conseguimos uma localização no mapa e descobrimos o nome do lugar — Montanha Napton. A Montanha Napton ficava a quase vinte quilômetros dali, e enquanto dirigíamos pela noite ao longo das estradas curvas de terra em sua direção pensávamos no que iríamos encontrar lá. “A montanha é muito grande”, observou Jodi, enquanto olhava no mapa no banco traseiro do carro. “Há um vilarejo inteiro chamado Napton-on-the-Hill sobre ela.
O que você acha que devemos estar procurando?” “Deve ter algo a ver com os arcanjos. Miguel e Gabriel”, disse Graham. Jodi e eu concordamos que aquela era uma possibilidade. Acreditava-se que as estrelas representavam esses dois anjos e os murais da Igreja de Burton Dassett trazia-os desenhados de ambos os lados do vitral. As duas estrelas ladeavam a Montanha Napton da mesma forma. “Eles não eram os dois anjos desenhados na Arca?” perguntou Jodi. “Sim, eram efígies de ouro puro, uma de cada lado do propiciatório”, eu disse.
“Eu acho que, como esses dois anjos eram a pista final que nos traria aqui, a última relíquia deve ser a Arca”, observou Graham. Uma estrada íngreme que nos levava para o alto da planície de Warwickshire finalmente chegou ao vilarejo de Napton-on-the-Hill e à igreja que existia no ponto mais alto. Eu esperava que a igreja fosse dedicada aos dois arcanjos, visto que isso poderia confirmar que era a que devíamos procurar. No entanto, uma placa dizia que aquela era a Igreja de São Lourenço. Como São Lourenço era um monge espanhol do século III famoso por sua ajuda aos doentes, eu não podia entender como ele poderia estar relacionado à nossa busca. A igreja estava fechada e por algum tempo caminhamos ao redor do cemitério, lendo as lápides na esperança de encontrarmos algo familiar. Entretanto, depois de quase dez minutos, Jodi achou que deveríamos ir embora.
“Olhem!” ela disse, apontando para a escuridão ao pé da montanha. “Um carro de polícia!” Havia uma luz azul piscando, que parecia estar vindo lentamente em nossa direção. Graham e eu concordamos que não seria uma boa idéia estar bisbilhotando uma igreja no meio da noite. A polícia, obviamente, fazia sua patrulha, e teríamos de dar algumas explicações se fôssemos pegos no cemitério. Decidimos ir embora e voltar quando estivesse claro. No dia seguinte, voltamos à igreja e a encontramos aberta. Dentro dela havia um livro guia que nos fez duvidar ainda mais se estávamos no lugar certo. Construída com pedras matizadas de coloração ocre, a igreja era antiga, mas não foi erguida até o fim de 1300.
Se eu estava certo a respeito de Jacob Cove-Jones ter deixado sua “descoberta de imensa importância” onde ela foi encontrada, o que quer que estivéssemos procurando deve ter estado ali quando os murais na Igreja de Burton Dassett foram pintados — cerca de cinqüenta anos antes de a Igreja de São Lourenço ser construída. No entanto, o livro guia nos dizia que a construção de uma igreja ainda mais antiga fora iniciada ao pé da montanha, nos arredores do vilarejo em um área que ainda era chamada de Church Green. Curiosamente, havia uma lenda de que a igreja havia sido transferida para o topo da montanha porque “espíritos” não paravam de interferir no trabalho de construção da igreja original.
Napton-on-the-Hill-Igreja
St Lawrence’s Church – Napton on the Hill, Warwickshire, England
“Você acha que esses espíritos poderiam ter sido o geoplasma?” sugeriu  Graham. “É pouco provável”, eu disse. “O único lugar em todo o condado que tem o tipo certo de rocha para produzir o geoplasma são as Colinas de Burton Dassett, a quase vinte e cinco quilômetros daqui.” “Sim, mas se você estiver certo, a Arca pode produzir o geoplasma por conta própria”, disse Graham. Ele tinha razão. Se ela, de fato, era capaz de produzir o geoplasma de alguma maneira, o fenômeno poderia acontecer em qualquer lugar, da mesma forma que ela pode ter feito depois que os israelitas deixaram a Montanha de Deus. Se fosse verdade, isso significava que o próprio geoplasma poderia nos levar até a Arca.
“Se é a Arca que estamos procurando e ela está enterrada em algum lugar desta área, eu suponho que seja provável que luzes estranhas sejam vistas no lugar onde ela está escondida”, eu disse. “E se os ‘espíritos’ que interferiam na construção da igreja original era o geoplasma, a igreja podia estar sendo erguida sobre o local onde a Arca estava”, disse Graham. “Talvez a construção, de alguma forma, tenha ativado seu poder.” “E bastante possível que estivessem construindo a igreja em um lugar considerado anteriormente sagrado. Muitas antigas igrejas eram construídas ao redor ou próximas de poços sagrados, como a Igreja de Burton Dassett”, eu disse.
“Se o local já era considerado sagrado, os Templários acreditavam que aquele era um lugar ideal para guardar suas relíquias.”  “Talvez seja por isso que existam espirais nos murais”, sugeriu Jodi. “Se eles, de fato, representavam as luzes, então, a pista final seria encontrarmos o lugar onde essas luzes eram vistas na Montanha Napton.” Deixamos a igreja e dirigimos pelo vilarejo até chegarmos em Church Green. Era uma estrada de terra, salpicada por algumas casas de fazendas e alguns prédios mais modernos. Infelizmente, o livro guia não dizia, com detalhes, a localização exata da igreja original. Após passarmos pela estrada uma dúzia de vezes, decidimos perguntar a um fazendeiro que cuidava de dois cavalos em um campo.
Ele sabia a respeito da igreja original, mas nos disse que sua localização exata havia sido esquecida há muito tempo. Fomos diretos e perguntamos se ele sabia de alguém que tivesse visto luzes estranhas na região. Ele pareceu um tanto confuso com nossa pergunta, mas nos garantiu que nunca tinha ouvido nada a esse respeito. Agradecemos e estávamos caminhando de volta para o carro, quando tive uma idéia: “Você sabe se existe um poço antigo nessa área?” Eu perguntei. Se a igreja original tivesse sido construída ao redor ou próxima de um poço sagrado, como era o caso de muitas igrejas, ele poderia ainda estar ali em algum lugar.
“Um poço, não”, ele disse. “Mas tem a antiga fonte de água.” “A antiga fonte de água?” Eu perguntei. “Sim, ao lado daquela estrada ali.” Ele apontou para uma travessa, na direção do vilarejo. Explicou que a fonte havia sido um santuário católico romano antes da Reforma, quando a Igreja Protestante tomou conta da Inglaterra. Naqueles dias, havia uma antiga construção erguida sobre uma fonte natural, que acreditavam possuir propriedades de cura. Essa estrutura havia desmoronado com o tempo até que foi substituída por uma fonte de água por volta de cem anos atrás. Ela ainda estava ali, mas não funcionava há anos. Alguns minutos depois, encontramos a simples estrutura de tijolos vermelhos que estava coberta até a metade pelo capim ao lado da beira da estrada.
Era uma estrutura retangular com cerca de um metro de altura, um metro e meio de largura e uns trinta centímetros de espessura, com um vão arcado no qual havia uma torneira por onde a água saía da fonte. “Se este era um santuário de um poço católico, pode ter sido aqui, ou perto daqui, que tentaram construir a primeira igreja”, eu disse.  “Sabem de uma coisa, esse lugar fica diretamente entre a posição das duas estrelas”, disse Jodi, olhando no mapa. Naquela manhã, nós tínhamos desenhado duas linhas retas sobre o mapa, unindo o cume das Colinas de Burton Dassett com os pontos no horizonte sobre os quais as duas estrelas passavam. Sem saber onde procurar, também havíamos desenhado uma terceira linha diretamente entre as duas. Jodi estava certa, a linha central passava exatamente no meio de onde estávamos.
Farol-Burton Dassett Hills
Farol sobre Colinas de Burton Dassett
Olhei na direção da Montanha Napton, ao nosso nordeste, e me virei para olhar na direção das Colinas de Burton Dassett no horizonte distante do lado oposto. Se a “descoberta de imensa importância” de Cove-Jones estava em algum lugar, essa fonte de água era uma boa aposta. Ficava ao pé da Montanha Napton, ao longo de uma posição central direta obtida das duas estrelas. O problema era o que deveríamos fazer a seguir. Se havia alguma coisa enterrada ali, não podíamos simplesmente começar a cavar pela área. Nos dias de Jacob Cove-Jones, a região podia ser inabitada, mas hoje havia casas modernas por todos os lados. O terreno, obviamente, pertencia às autoridades do condado local, mas eu duvidava que nos dariam permissão para escavar o local, visto que para esse trabalho provavelmente teríamos de escavar metade da estrada.
Além do que, que motivo iríamos lhes dar? Que achávamos que a Arca da Aliança estava enterrada ali? Eles nos mandariam para um manicômio. Entretanto, decidimos que faríamos uma visita aos oficiais do conselho do condado (o equivalente aos representantes da prefeitura) para descobrir o verdadeiro dono do campo do outro lado da cerca, atrás do santuário. Assim como em Burton Dassett, a igreja original podia ter sido construída ao lado do poço, e não ao redor dele, e valia a pena investigar a terra daquele lugar se pudéssemos. No entanto, quando examinamos os documentos e as escrituras do distrito, sentimo-nos bastante desapontados. Descobrimos que na década de 1950, toda a área ao redor do santuário havia sido escavada, não apenas para aumentar a estrada para dar passagem a veículos mais modernos, mas para passar com condutos de água, gás e eletricidade para as novas casas que estavam sendo construídas.
Na verdade, havia uma menção específica da fonte de água sendo desligada, retirada e posteriormente recolocada. Se houvesse alguma coisa enterrada em algum lugar ao seu redor, as chances eram de que os trabalhadores, naquela época, já a teriam encontrado. “Certamente se tivessem achado uma enorme caixa dourada do tamanho da Arca, todos teriam ficado sabendo”, disse Jodi, fazendo com que Graham e eu ficássemos ainda mais desanimados. “Não se os trabalhadores tivessem decidido ficar com ela”, eu disse. “Só o ouro valeria uma fortuna. Poderiam tê-la derretido e vendido seus pedaços sem que ninguém soubesse de nada.” “Talvez não seja a Arca que estamos procurando”, disse Graham. “Pode ser qualquer outra coisa.”
Decidimos voltar e perguntar a alguns moradores locais se tinham ouvido falar de qualquer coisa interessante que tivesse sido encontrada durante a escavação do local. Naquela noite visitamos o pub da cidade, chamado Crown (Coroa), que ficava a cerca de oitocentos metros na estrada da fonte de água. Ali conversamos com um morador do vilarejo que conhecia toda a história do lugar, mas que não pôde nos ajudar muito. Ele tinha conhecimento de diversos artefatos históricos que haviam sido encontrados no vilarejo, mas nenhum deles parecia ter nenhuma ligação com aquilo que estávamos procurando.
No entanto, quando lhe perguntamos a respeito da empreitada da década de 1950 da construção da Igreja de Church Green, ele nos falou a respeito de um senhor idoso que havia morado em uma das poucas cabanas que existiam por ali na época. Seu nome era Alfred Cárter e ele tinha agora seus oitenta anos de idade. Visitamos o Sr. Cárter em sua casa no dia seguinte, mas ele se mostrou incompreensivelmente relutante em nos deixar entrar em sua casa. Na soleira da porta, porém, ele nos contou algo que era muito interessante. Perguntei se ele sabia se os trabalhadores que fizeram a escavação da área de Church Green na década de 1950 tinham encontrado qualquer artefato histórico. O Sr. Carter disse que nunca tinha ouvido nada sobre aquilo.
No entanto, ele nos disse que se tivessem achado alguma coisa, ela, provavelmente, estaria no meio dos pedregulhos das escavações que foram usados para construir a barragem de um riacho em um campo das redondezas. Infelizmente, ele não se lembrava que campo era aquele. Será que a “descoberta de imensa importância” de Cove-Jones estaria  entulhada no meio de uma pilha de pedras em algum lugar na região da Montanha Napton? No almoço daquele dia, mais uma vez nos sentamos no pub Crown, agora estudando um mapa de grande escala da área, marcando os riachos no distrito. O Sr. Carter havia se lembrado que as pedras tinham sido usadas para a construção da represa de uma correnteza, mas havia dezenas delas na região.
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“Vamos levar uma vida para visitarmos todas as correntezas e encontrarmos uma barragem”, disse Graham. “Podemos perguntar aos fazendeiros locais se eles têm represas em suas terras”, eu disse. Por acaso, havia um fazendeiro no bar, e perguntei se ele tinha algo assim na sua fazenda. Ele respondeu que sim, mas quando fiz outras perguntas, ele me disse algo que fez tudo parecer perdido. Pequenas represas em fazendas, ele me disse, eram geralmente estruturas temporárias, construídas durante períodos de alagamentos. Elas eram erguidas e derrubadas o tempo todo.
Entendi, naquele momento, que os pedregulhos da década de 1950 poderiam estar em qualquer parte dos milhares de acres das fazendas ao redor da Montanha Napton. As pedras podiam ter sido usadas para o conserto de um buraco, como parte de uma outra represa, ou até mesmo, como fundações de um novo celeiro. Mesmo que os pedregulhos não tivessem sido usados para alguma coisa, a represa já teria sido derrubada há muito tempo e as pedras estariam agora jogadas às margens do riacho, cobertas por vegetações de mais de cinqüenta anos. Decidi que era hora de desistirmos. “Mesmo que os trabalhadores da década de 1950 não tenham encontrado o que estamos procurando, essa coisa pode estar em qualquer lugar”, eu disse a Graham e Jodi sem ânimo.
“E se perguntássemos aos moradores locais para descobrirmos se alguém viu qualquer luz estranha?” sugeriu Graham. “Eu sei que o fazendeiro não sabia de nada assim ao redor de Church Green, mas agora sabemos que o artefato dos artefatos pode estar em qualquer lugar, e luzes estranhas podem ter sido vistas em outros locais.” Eu duvidava que isso pudesse nos ajudar. A possibilidade do geoplasma nos guiar até a descoberta de Cove-Jones dependia do detalhe de que o artefato teria que ser a Arca. E isso só seria possível, se a Arca, de Fato, pudesse produzir o geoplasma e se ela ainda funcionasse. “Se a Arca era a ‘descoberta de imensa importância’ de Cove-Jones, ela, certamente, não vai estar em uma pilha de pedras”, eu disse. “Ela tinha mais de um metro de comprimento, setenta centímetros de altura e setenta centímetros de largura. Os trabalhadores teriam reparado em algo grande assim.”
“E se eles tivessem encontrado apenas uma parte da Arca?” disse Jodi. “Talvez aquilo que chamavam de propiciatório. Se a Arca era um aparelho geoplasmático, o propiciatório era o que fazia a Arca funcionar.” Após conversarmos um pouco mais, concordei que seria válido perguntarmos a algumas pessoas para descobrirmos se alguém tinha ouvido falar de quaisquer luzes estranhas na região. Assim, vinte e quatro horas depois, estávamos de volta, sentados no mesmo bar. Havíamos questionado dezenas de pessoas sem que um só relato fosse ouvido de uma estranha luz flutuante vista na região da Montanha Napton. Havia uma porção de histórias interessantes de fantasmas, como por exemplo a da “senhora azul” que diziam assombrar uma floresta local, e até mesmo algumas visões de OVNIs, mas nada que fizesse lembrar o geoplasma.
Enquanto Graham e eu estávamos em pé no balcão do bar, tentando pensar no que fazer a seguir, Jodi examinava o mapa que ela havia espalhado sobre a mesa. “Esperem! Isso não pode estar certo”, ela disse, de repente. Fomos até a mesa para ver o que ela tinha descoberto. “Vocês se lembram quando visitamos a Igreja de São Lourenço naquela noite e vimos o carro da polícia ao pé da montanha? Bem, não há nenhuma estrada naquela área.” Olhei para o mapa. Jodi estava certa. A área onde tínhamos visto a luz azul piscando era de campos abertos entremeados por algumas pequenas florestas. “Talvez a polícia estivesse dirigindo pelo meio dos campos para investigar algum roubo de gado ou algo assim”, eu sugeri.
“Talvez não fosse a polícia”, disse Jodi. Ela, de repente teve uma idéia. “Onde vocês imaginam que a luz estava?” ela disse, apontando para o mapa. “Por aqui, eu acho”, eu disse, indicando uma área florestal ao sudoeste da Montanha Napton. “É exatamente aqui que dizem que a senhora azul aparece“, ela disse. Jodi explicou que o que achávamos que era a luz de um carro de polícia poderia, na realidade, ter sido o geoplasma. Testemunhas das luzes nas Colinas de Burton Dassett viam-nas como anjos, santos e até mesmo fantasmas. “A senhora azul! Esse é, sem dúvida, um nome esquisito para um fantasma”, disse Graham. “Vocês não acham estranho que tenhamos visto uma luz azul piscando na área da mesma floresta?” disse Jodi.
“Mas, ainda assim, é mais provável que fosse um carro de polícia procurando por caçadores ou ladrões”, eu disse. “Com sua luz do carro acesa?” disse Jodi, Tive de que admitir que ela estava certa. Além do mais — agora que ela tinha mencionado — eu não me lembrava da luz estar acompanhada por luzes de faróis de um carro. Se um veículo policial estivesse com suas luzes de aviso acesas, ele também não estaria com seus faróis ligados? “Seria uma coincidência, no entanto, nós chegarmos ali pela primeira vez quando um fenômeno geoplasmático fosse acontecer”, eu disse. “Assim como a pomba e o galo, que nos ajudaram a encontrar as pedras”, disse Jodi. Será que aquela floresta era o lugar onde os pedregulhos tinham ido parar?
Saímos do bar e passamos o resto da tarde procurando pela floresta. Um pequeno riacho passava bem ao meio dela, e procuramos evidências de uma barragem que pudesse ter, algum dia, existido por ali. O problema era que toda a floresta estava com o mato tão alto que ficava impossível dizer o que havia debaixo dele. Dias de chuvas torrenciais também haviam transformado a área em um pântano, tornando muitas partes do lugar totalmente inacessíveis. Estávamos cobertos, da cabeça aos pés de lama, quando a escuridão começou a cair. “Temos de parar por hoje”, eu disse, exausto. “Está ficando escuro demais para que possamos enxergar alguma coisa.” “Talvez a escuridão seja exatamente o que precisamos”, disse Jodi.
“Como assim?” Eu disse, não entendendo o que ela tinha em mente. “Podemos usar as pedras.” Jodi sugeriu que, se as pedras foram as responsáveis por fazer com que a luz aparecesse sobre o lago, elas seriam também capazes de fazer com que a luz aparecesse ali. E se, de alguma forma, a luz tivesse alguma ligação com o que estávamos procurando, então, onde quer que ela aparecesse, seria o local onde o artefato estava enterrado. Valia a pena tentar. Eu não acreditava que aquilo fosse dar certo. Na verdade, eu duvidava que a senhora azul, ou a luz azul que tínhamos visto, tivesse qualquer ligação com o geoplasma. Embora algumas testemunhas tivessem descrito os fenômenos geoplasmáticos como tendo coloração azulada, a maioria delas relataram as luzes da terra como de cor vermelho fogo.
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Depois de pegarmos as pedras no carro, cada um de nós segurou a que havia encontrado e voltamos para a floresta. Enquanto caminhávamos pela trilha enlameada em suas margens, o único som naquela noite calma de inverno era o ruído do pequeno riacho balbuciando na escuridão por entre as árvores. Estávamos ali por apenas alguns minutos quando tudo começou. Em algum lugar no coração do bosque havia uma chama de luz azul, como se alguém tivesse acendido o clarão de uma lâmpada. Alguns segundos depois, ela voltou, mas dessa vez — como eu olhava diretamente para ela — pude ver que parecia ser uma fonte de luz circular, visível por apenas um segundo. Era difícil determinar o tamanho dela, porque não tínhamos como dizer a que distância ela estava.
“Venham”, gritou Jodi, enquanto pulava uma cerca e começava a abrir caminho pela mata no meio das árvores, Graham foi atrás dela, mas eu hesitei. Não podia deixar de pensar no versículo do livro dos Números: “E o fogo do Senhor queimou no meio deles, e os consumiu.” Mesmo assim, pulei a cerca e os segui. Em algum lugar à nossa frente no meio das árvores, a luz agora piscava de forma regular, ficando cada vez mais rápida, até que se transformou em uma esfera cintilante. Nós, porém, caminhávamos cada vez mais lentamente, por diversas vezes caindo na lama e nos atrapalhando entre arbusto e espinhos. De alguma forma, conseguimos, finalmente, chegar em um pequeno pedaço de terra lisa e ter um visão melhor da luz.
A esfera azul brilhante, que tinha o tamanho aproximado de uma bola de tênis, parecia estar pendurada como uma grotesca decoração natalina nos arbustos que se erguiam ao longo da margem do riacho. Jodi parou, de repente, e Graham e eu quase trombamos com ela. Quando ia perguntar aos outros o que deveríamos fazer a seguir, a esfera inflamou-se assumindo uma cor branca brilhante e saiu em disparada pelo ar em movimentos espirais antes de desaparecer na escuridão. Aquela luz surpreendente me deixou mais espantado do que aquela que tínhamos visto no lago. Eu achava que a aparição da primeira não passava de uma coincidência, mas uma segunda luz — aquilo tinha de significar algo mais.
Voltei minha lanterna para a palma da mão e olhei para a pedra de ônix. Eu queria dizer alguma coisa mas não conseguia pensar em que palavras usar. Jodi, porém, gritava para que a seguíssemos para onde a luz tinha ido. Graham e eu começamos a passar por cima dos pequenos arbustos enquanto Jodi pulou para a lateral do riacho e começou a balançar sua lanterna para cima e para baixo em direção às margens. Ela estava ali há apenas alguns segundos quando disse, “Achei alguma coisa!” Descemos até ela e a vimos puxando algo que saía da beira do rio. Após algumas investidas, a coisa saiu da terra dura. Parecia ser uma placa lisa de pedra com cerca de dois centímetros e meio de espessura, quarenta e cinco centímetros de comprimento e trinta centímetros de largura.
“Tem alguns símbolos ou alguma outra coisa esculpida nela”, disse Jodi, erguendo a pedra. Com a luz da lanterna, vi que uma das extremidades parecia estar quebrada, enquanto a outra era arredondada nos cantos. A maior parte dela estava coberta de lodo, mas na parte de cima havia símbolos gravados que estavam cheios de terra. Depois de lavarmos a placa no riacho, parte do sedimento saiu, e pudemos, claramente, ver que a parte inteira de uma lateral havia sido esculpida, de forma deliberada, com o que poderia ser letras de um alfabeto estrangeiro. “Parte dela estava saindo pela lateral da margem”, disse Jodi. “Pude ver que havia algo esculpido nela.”
Por algum tempo, Jodi e eu vasculhamos a área adjacente para vermos se encontraríamos qualquer outra coisa, enquanto Graham usava um galho para cavar ao redor do buraco onde a placa estava, para ver se conseguia encontrar mais partes dela. Por fim, quando vimos que não acharíamos mais nada, decidimos voltar quando estivesse dia e examinar a área por completo. Quando voltamos para o quarto do hotel de Graham e Jodi mais tarde naquela noite, conseguimos limpar de forma adequada o que havíamos encontrado. Pudemos ver então que a placa continha o que parecia ser treze símbolos independentes sobre ela, gravados na pedra a uma profundidade de cerca de meio centímetro.
A placa havia sido, obviamente, quebrada de um pedaço ainda maior, visto que uma das extremidades era irregular e estava partida. A outra ponta, porém, era mais lisa e havia sido, propositadamente, arredondada nos cantos. Mesmo sem sabermos ao certo qual era o lado que deveria ficar voltado para cima, os sinais pareciam estar dispostos em três linhas horizontais separadas. A linha de baixo — quando a placa era vista com o canto arredondado para cima — incluía uma cruz, algo que lembrava a letra grega pi, uma letra maiúscula no formato de um Y, algo parecido com uma letra i minúscula e uma letra t minúscula inclinada para a esquerda. A linha do meio trazia um marca na forma de um sinal de ‘conferido’ (a); um rabisco inclinado para a esquerda com um traço em cima; algo que parecia com uma pena erguida; uma figura irregular inclinada para a esquerda; e um ponto.
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A placa de pedra entalhada com inúmeros sinais, indecifráveis, encontrada perto da Chapel Green
E a linha de cima era composta de uma letra t minúscula invertida, de trás para a frente e inclinada para a esquerda; uma figura de uma letra Y de ponta cabeça; e um sinal de ‘conferido’ de trás para a frente com um ponto e uma linha ao lado dela. Nenhum de nós reconheceu os símbolos como tendo nenhuma forma de letras de alfabetos que conhecíamos. Estava familiarizado com uma série de antigos alfabetos, mas esses sinais não pareciam pertencer a nenhum deles. Tudo o que podíamos dizer era que a placa parecia ter sido esculpida há muito tempo. Algas verdes e brancas  de algum tipo haviam crescido em cima dela, e os símbolos estavam apagados.
Sabíamos que teríamos de mandar a placa para ser examinada por especialistas, mas antes precisávamos descobrir se havia algo mais enterrado no bosque. No dia seguinte descobrimos quem era o proprietário da terra e pedimos a ele se podíamos entrar na mata para procurar uma antiga pilha de entulhos que havia sido jogada lá por volta de 1950. Dissemos ao homem que as pedras tinham vindo de Church Green e podiam conter artefatos relacionados com o santuário católico que, no passado, ficava onde a fonte de água estava. Ele não fez nenhuma objeção. Na verdade, como a terra era muito pantanosa para ser usada para qualquer coisa, ele nem se importaria se decidíssemos cavar alguns buracos.
Apesar de tudo, um dia inteiro vasculhando a área onde havíamos encontrado a placa não nos levou a lugar algum. No fim do dia, decidi mostrar ao proprietário da terra o que havíamos encontrado na noite anterior e perguntar a ele se era capaz de identificá-la, mas como aquilo não era de seu interesse, e parecia não ter valor algum, ele disse que podíamos ficar com ela. Se Jodi estivesse certa, a estranha luz nos tinha levado ao encontro dessa placa. Eu estava tão desnorteado que não fazia idéia se ela estava certa ou errada. Precisávamos descobrir o que era aquele artefato! Graham e Jodi decidiram prolongar sua estadia e juntos levamos a placa até o Museu Britânico em Londres, que se vangloria por possuir as melhores dependências da Inglaterra para a identificação de artefatos antigos. No entanto, o exame não foi conclusivo.
Há, basicamente, dois métodos científicos para calcular as datas de descobertas arqueológicas. Primeiro, há os testes de radiocarbono. Materiais orgânicos, animal ou vegetal, contêm um componente levemente radioativo (inofensivo) chamado carbono 14. Assim que o organismo vivo morre, a radioatividade aos poucos desaparece até que depois de cerca de 60 mil anos não pode mais ser detectada por meio de técnicas normais. Ao realizar uma análise química da quantidade de carbono 14 em materiais orgânicos — como ossos, marfim ou madeira — descobertas podem ser datadas. No entanto, a placa não era orgânica, e por isso o teste de radiocarbono não era uma opção válida. Infelizmente, o segundo método era também inadequado. A termoluminescência é o processo no qual um mineral emite luz enquanto é aquecido.
Argila e cerâmica podem ser datadas dessa forma porque a luz emitida desses objetos mudam com o passar do tempo. No entanto, como o processo pode somente determinar há quanto tempo um artefato foi queimado — em outras palavras, assados em uma fornalha — ele não nos era de grande valia. Nossa placa não passava de uma rocha cortada e lapidada. Esperávamos que alguém no museu pudesse identificar os símbolos. Entretanto, eles não puderam ser comparados com nenhum alfabeto ou sistema de sinais conhecidos em seu banco de dados tão consistente.
Se Jodi estava certa, e o geoplasma, ou o que quer que tenhamos visto, fora criado por aquilo que estávamos procurando, eu não conseguia entender como essa placa podia ser essa descoberta — pelo menos não ela sozinha. Tínhamos de descobrir se havia algo mais enterrado onde havíamos encontrado a placa, e a única maneira de fazermos isso era por meio de uma busca arqueológica completa. Embora isso fosse caro, decidimos que precisava ser feito, e contratamos uma equipe de geofísicos de Londres. O grupo tinha um equipamento sofisticado capaz de detectar quase qualquer coisa que estivesse enterrado no solo. Os aparelhos eram geralmente utilizados pela indústria petroquímica em busca de sinais de rochas que continham petróleo, mas eram também usados por arqueólogos. 
Durante três dias a equipe vasculhou uma grande área ao redor de onde tínhamos encontrado a placa. Primeiro, eles usaram um medidor de magneto de prótons, que media quaisquer anomalias magnéticas abaixo da superfície que seriam capazes de detectar artefatos de metal. Mas, além de localizar antigos pedaços enferrujados de equipamentos de agricultura, nada foi encontrado. Em segundo lugar, usaram um medidor de resistividade, um mecanismo de forcado duplo que envia uma corrente através do solo e mede qualquer alteração na resistência elétrica. Ele pode detectar diferentes tipos de materiais abaixo da superfície, como rochas, pedras ou qualquer cascalho subterrâneo. Isso produziu alguns resultados interessantes quando encontraram uma porção de tijolos irregulares ao redor do local onde a placa estava.
Eles foram mais tarde identificados como paralelepípedos de uma antiga estrada, o que indicava que podiam fazer parte da pilha de pedregulhos que o Sr. Cárter havia mencionado. (Quando a antiga estrada em Church Green foi pavimentada novamente, a superfície da estrada anterior deveria ter ficado no meio do entulho eliminado.) No terceiro dia, a equipe usou o mais avançado de todos os equipamentos: um radar de rastreamento do solo capaz de produzir uma imagem tridimensional do que existe bem abaixo da superfície. No entanto, com exceção de mais alguns paralelepípedos, outros pedaços de equipamentos de agricultura e blocos de rochas, nada havia naquela área.
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Pintura de Gustave Doré de Moisés com as tábuas (de pedra) contendo os dez mandamentos
Se houvesse qualquer outro artefato naquele lugar, havia, então, apenas mais uma possibilidade: os objetos estariam nos campos adjacentes. Teria custado caro demais contratarmos a equipe de geofísicos para vasculhar toda a região — teria levado semanas. Entretanto, conseguimos convencer um clube que fazia detecção de metais a fazer uma varredura pela mata e na área ao seu redor. Isso pelo menos iria determinar se havia artefatos de ouro ou de prata por ali. Infelizmente, apesar de dezenas de detectores de metais vasculharem cada centímetro a uma boa distância de onde havíamos encontrado a placa, nada interessante surgiu. Parecia que o único artefato feito pelo homem que podia ter alguma ligação com nossa busca era a enigmática placa de pedra. No entanto, ela não tinha como ser datada e seus símbolos não puderam ser identificados. O que seria aquilo?
Havíamos testemunhado o que certamente devia ser geoplasma. Contudo, a área não tinha nenhuma rocha que pudesse estar relacionada ao fenômeno. A placa parecia ser de arenito, mas mesmo que isso fosse verdade — uma das rochas que acredita-se ser capaz de produzir o geoplasma — não podia imaginar como uma quantidade tão pequena poderia criar o que tínhamos visto. Em um laboratório, submetida a uma pressão consistente em uma câmara de pressão, talvez! Mas mesmo assim, o fenômeno aconteceria em uma escala muito pequena. “Você disse que achava que os antigos israelitas eram capazes de produzir o geoplasma, de alguma forma, sem a ajuda de um compressor de rochas. E em grande escala”, disse Jodi, depois que a equipe com os detectores de metal não havia encontrado mais nada. 
“A ‘glória do Senhor’ descrita na Bíblia se parece muito com o geoplasma”, eu disse. “E o mesmo fenômeno era criado pela Arca?” “Sim, parece que sim.” “O que ficava guardado dentro da Arca?” Ela perguntou. “Algumas relíquias durante algum tempo, mas principalmente as tábuas de pedra esculpidas com os Dez Mandamentos.” Eu percebi aonde Jodi estava querendo chegar, mas não podia me convencer de que nossa placa de pedra era, na realidade, uma daquelas tábuas. “Mesmo que isso fosse verdade, uma quantidade tão pequena da rocha não seria capaz de produzir o geoplasma”, eu disse. 
“Mas você acredita que a Arca pode ter sido algum tipo de mecanismo geoplasmático?” “Sim, mas sabemos, com certeza, que a Arca não estava em lugar algum daquela área senão os detectores de metal a teriam encontrado.” “E se as próprias tábuas de pedra eram as responsáveis pela criação da ‘glória do Senhor’?” Ela disse. “Como?” “Não faço a menor idéia, mas alguma coisa fez aquela luz aparecer”, disse Jodi. Eu tinha de admitir que, mesmo que minha teoria estivesse certa a respeito dos antigos israelitas terem criado o geoplasma, nem eu, ou qualquer cientista com quem tenha conversado, saberia explicar como eles conseguiam controlá-lo.
“Eu imagino que pudesse existir algo de especial nessa rocha”, eu disse. Já havíamos enviado um fragmento da placa para o Dr. Mellor para que ele pudesse identificar que tipo de rocha era aquela e de onde ela vinha. No entanto, ele estava de férias por algumas semanas e ainda não havia nos mandado os resultados. Quando ele o fez, a princípio, pareceram ser frustrantes. Infelizmente, diferente dos testes com as pedras preciosas, tinha sido impossível dizer com certeza de que parte do mundo vinha a pedra. Ela era, no entanto, feita de arenito — o tipo de pedra associada ao geoplasma. Apesar de tudo, não havia nada de especial na rocha. Ela havia sido submetida aos mesmos testes que as três pedras, mas sem nenhum resultado positivo. Era apenas um simples pedaço de pedra de arenito.
Entretanto, o fato de ela ser feita de arenito podia ser importante. O cume de Jebel Madhbah é composto de arenito. Esse fato não pode provar que a placa, de fato, veio de lá, visto que há muitos outros lugares no mundo onde a rocha é encontrada. Contudo, ele mostra que a placa podia ter sido uma das tábuas que traziam os Dez Mandamentos, já que foi no topo da Montanha de Deus que dizem que Moisés as fez de acordo com as instruções de Deus. Quando Graham e Jodi finalmente voltaram para os Estados Unidos, sentei-me e tentei repassar todos os fatos na minha cabeça.
Se tínhamos decifrado as pistas do Vitral da Epifania de maneira correia, e se eu estivesse certo a respeito dos murais da Igreja de Burton Dassett, parecia, então, que a fonte de água ao pé  da Montanha Napton era onde estava a “descoberta de imensa importância” de Jacob Cove-Jones. Nós tínhamos pedido que a equipe de geofísicos e os detectores de metal também examinassem aquela área, mas nada fora encontrado.Não tínhamos provas de que a placa esculpida estava no meio da pilha de pedras retirada da área da fonte, embora os paralelepípedos encontrados no bosque indicassem que sim. Contudo, havíamos sido levados a encontrar a placa por meio de um fenômeno verdadeiramente assustador. Graham acreditava que o destino havia ajudado em nossa busca, e Jodi tinha certeza de que as três pedras haviam criado os fenômenos que tínhamos presenciado.
Eu, porém, não fazia idéia do que pensar. Muitas vezes, depois que as pedras e a placa foram descobertas, tentamos fazer o geoplasma — ou o que quer que aquilo fosse — reaparecer. Mas, apesar de as termos levado a lugares onde as estranhas luzes foram relatadas, apesar de levarmos a placa de volta ao lugar onde fora encontrada, o fenômeno nunca mais aconteceu. Mesmo assim, minha busca na tentativa de solucionar os segredos da Arca perdida conduziram-me por uma aventura totalmente inesperada. Posso não ter descoberto a Arca da Aliança, mas tinha a certeza de ter resolvido uma série de mistérios cruciais que a envolviam. Tinha certeza de que descobrira onde ela estava escondida depois que deixou o Templo de Jerusalém, e de que encontrara a já esquecida localização da Montanha de Deus. É também possível que Graham, Jodi e eu tenhamos encontrado três das Pedras de Fogo. Ainda mais relevante, eu estava certo de que o fenômeno que o Antigo Testamento afirma que a Arca da Aliança era capaz de manifestar era, na verdade, o geoplasma.
Não pude provar que os Templários de Herdewyke, de fato, encontraram a Arca da Aliança ou que ela fora escondida no centro da Inglaterra. No entanto, a ordem possuía relíquias que afirmavam datar de tempo do Antigo Testamento, e a placa esculpida pode ter sido uma delas. Se ela foi encontrada na caverna ao pé de Jebel Madhbah, poderia ser, então, uma das tábuas que continham os Dez Mandamentos. A placa parece ter sido quebrada ao meio, portanto, pode haver uma outra parte ainda a ser encontrada. Infelizmente, ninguém foi capaz de identificar seus símbolos. O alfabeto hebraico, da forma que o conhecemos hoje, não foi desenvolvido até cerca de 1000 a.C. Nesse período os israelitas começaram a intensificar seu comércio e, com isso, passaram a trocar idéias culturais com seus vizinhos, os fenícios, o lugar hoje conhecido como Líbano, e foi a partir do alfabeto fenício que o alfabeto hebraico se desenvolveu.
No entanto, os sinais na placa de pedra não pertencem a nenhum dos dois. Poderiam ser uma forma de escrita mais antiga dos israelitas, porque a história dos Dez Mandamentos aconteceu por volta de 1360 a.C, cerca de três séculos e meio antes do desenvolvimento do alfabeto hebraico. Como não temos pistas que nos levem para qualquer direção, a placa que achamos está agora guardada em uma caixa-forte de banco próximo à casa de Graham e Jodi, nos listados Unidos. Acredito que por enquanto fico por aqui, assim como no caso da Arca no filme de Spielberg, até que possa ter uma compreensão melhor.
Se isso é o que Jacob Cove-Jones chamou de uma “descoberta de imensa importância,” ela terá de ser decifrada antes que possamos descobrir o tamanho dessa imensidão. Por enquanto, temos planos de enviar a placa de pedra para que seja cientificamente examinada na Universidade Brigham Young em Utah, enquanto David Deissmann está providenciando que diversos lingüistas examinem as inscrições na Universidade Hebraica em Israel. Quais serão os resultados, ainda teremos que esperar para saber. O que quer que sejam os artefatos que encontramos, tive de admitir que toda a investigação em busca da Arca da Aliança fora verdadeiramente incrível. E ainda houve mais um estranho incidente ocorrido. Graham Russell dissera várias vezes que o destino havia intervindo em nossos trabalhos.
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Graham e Jodi analisam fotos e desenhos do vitral da janela da Epifania
Eu já havia descartado a possibilidade aceitando-a como mais uma coincidência. Mas algo aconteceu algumas semanas após termos descoberto a tábua de pedra, que me fez parar para pensar. Voltei à Igreja de Burton Dassett na esperança de encontrar o guarda mais uma vez para agradecê-lo por sua ajuda. No entanto, ele não pôde ser encontrado em lugar algum, e quando perguntei por ele no local, ninguém parecia saber quem ele era. Na verdade, o vigário me disse que ninguém com aquela descrição era um guarda ou superintendente na Igreja de Todos os Santos.
Para ser honesto, o velho homem jamais me dissera quem era. Eu simplesmente havia deduzido que ele era um guarda ou zelador porque o vi acendendo velas e cuidando das flores. Procurei-o por toda parte, mas nunca mais vi o homem e jamais descobri sua identidade. Quem quer que fosse, ele obviamente não visitava a igreja com freqüência e, contudo, nas duas vezes em que estive lá, ele estava no local para me ajudar. Na verdade, sem ele, minhas pesquisas talvez jamais teriam tido os resultados que consegui, e duvido que teríamos encontrado a enigmática placa de pedra — o que quer que ela seja. Graham podia estar certo ou não quanto ao fato de o destino nos ter ajudado. Se isso, de fato, aconteceu, não tenho como explicar como ou por que. O que posso dizer é que houve algo de estranho a respeito do homem que eu achava ser um guarda da igreja.
Na primeira vez em que o encontrei, ele, de alguma forma, entrou na igreja e chegou por trás de mim sem que eu ouvisse qualquer ruído. Não apenas o som de passos no chão de pedra do prédio ecoam estrondosamente, mas também a porta da igreja rangia fazendo um barulho infernal. De volta à igreja, e mais uma vez diante dos enigmáticos murais nas duas laterais da janela, tive esperança de que o homem voltaria para me ajudar novamente. Não pude deixar de pensar que talvez a Arca da Aliança ainda estivesse escondida em algum lugar ao redor das Colinas de Burton Dassett.  FIM